Embraer pretende ampliar entrega de jatos executivos de 155 por ano para 200

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O braço de aviação executiva da Embraer pretende passar a entregar 200 jatos por ano a partir de 2030. Isso representaria um aumento de 29% na comparação com o desempenho do ano passado.

Para poder ampliar a entrega de aeronaves executivas, a companhia brasileira está aportando US$ 90 milhões (R$ 473 milhões) na ampliação de sua capacidade de produção nas fábricas de Gavião Peixoto (SP) e Melbourne (EUA). O investimento começou a ser feito em 2024 e deve ser finalizado até o próximo ano. Apenas a área de serviços da empresa tem recebido um volume de recursos maior — US$ 160 milhões entre 2021 e 2028.

A meta estabelecida pela Embraer para o número de entregas de jatos executivos é considerada ambiciona por analistas. Entre os fatores que podem ameaçar o crescimento nos próximos anos é uma queda drástica das Bolsas nos Estados Unidos como consequência do estouro de uma possível bolha da inteligência artificial (IA). “Tudo dependerá do tamanho do ajuste na Bolsa”, afirma o analista André Mazini, do Citi.

O mercado financeiro aponta que existe uma correlação entre o ritmo das Bolsas americanas e as vendas do segmento. Quando as Bolsas estão fortes, mais empresas abrem capital, mais executivos voam em jatos exclusivos e, portanto, maior a demanda por essas aeronaves.

No ano passado, por exemplo, o S&P 500 (índice que reúne as 500 maiores empresas do mundo listadas na bolsa de Nova York e na Nasdaq) subiu 34%, impulsionando a demanda no setor. Por outro lado, um mercado acionário fraco poderia reduzir o comércio de aviões executivos.

Outra preocupação dos analistas com o segmento executivo da Embraer é o impacto das tarifas de Donald Trump. A planta da empresa nos Estados Unidos monta jatos com peças que, em parte, são importadas do Brasil. Hoje, esses componentes estão sendo taxados em 10%.

“Os competidores não estão submetidos a essas tarifas. Para a Embraer, isso é uma desvantagem competitiva que pesa bastante”, diz o analista Alberto Valerio, do UBS BB. Ele calcula que o imposto de Trump poderá reduzir as margens das aeronaves que serão entregues nos próximos três anos. Em 2025, o impacto da taxação ficou ao redor de US$ 50 milhões, ainda de acordo com Valerio.

A direção da companhia, no entanto, tem afirmado estar otimista com a possibilidade de Trump recuar nessas tarifas.



Fonte ONU

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