Projeto do Unops permite que a educação continue no sul da Ucrânia

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O Escritório das Nações Unidas de Serviços para Projetos, Unops, em parceria com a Dinamarca, apoia o regresso da educação presencial às comunidades no sul da Ucrânia. A agência reabilitaabrigos subterrâneos em espaços seguros para a aprendizagem.

A iniciativa integra o projeto conjunto Restauração de Comunidades e Infraestrutura Social, que atua na recuperação de edíficios públicos essenciais e na criação de condições para a reconstrução das comunidades locais. Uma das ações mais recentes beneficiou o Liceu de Inhulka, a única escola da aldeia na região de Mykolaiv.

Realidade atual da educação

Na Ucrânia, os alunos apenas podem frequentar escolas que possuam um abrigo certificado pelo Estado, cuja capacidade define o número de crianças que cada escola pode acomodar. Quando o alarme de ataque aéreo soa, professores e alunos deslocam-se para os abrigos no subsolo. Caso não exista um abrigo disponível, ou se este estiver em más condições, a escola só pode oferecer ensino online.

A entrada do abrigo recém-renovado conta com um elevador, garantindo acessibilidade a todos os alunos

A entrada do abrigo recém-renovado conta com um elevador, garantindo acessibilidade a todos os alunos

O engenheiro do Unops responsável pelas obras em Inhulka, Hryhorii Komisarov, afirmou que a educação ucraniana tem enfrentado muitas dificuldades. A criação de abrigos adequados ajuda “futuras gerações a permanecer e crescer na Ucrânia”.

Renovação de infraestruturas escolares

Entre dezembro de 2024 e setembro de 2025, o Unops realizou obras de renovação em dois abrigos subterrâneos do Liceu de Inhulka, transformando-os em espaços de aprendizagem seguros e acolhedores.

Graças às intervenções, a escola conta agora com dois espaços equipados para acolher até 250 pessoas, o suficiente para abrigar os 239 alunos matriculados.

Desde 2021, a escola acolhe crianças de Inhulka e de aldeias vizinhas, tendo enfrentado uma pressão significativa para retomar o ensino presencial. Segundo o diretor da escola, Vadym Kobylinskyi, os alunos podem agora continuar a aprender sem perder o ritmo num “ambiente acolhedor, confortável, bem iluminado e quente”.



Fonte ONU

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