O autorretrato “El sueño (La cama)”, de Frida Kahlo, entrou para a história ao ser arrematado por US$ 54,7 milhões (cerca de R$ 293 milhões de reais) em um leilão da Sotheby’s, em Nova York.
O valor transformou a obra no trabalho mais caro já vendido de uma artista mulher, superando o recorde que pertencia a Georgia O’Keeffe desde 2014, quando “Jimson Weed/White Flower No.1” foi vendida por US$ 44,4 milhões (cerca de R$ 237,9 milhões de reais).
Avaliada entre US$ 40 milhões e US$ 60 milhões, a pintura não era vista pelo público havia quase três décadas e foi exibida antes do leilão em Londres, Abu Dhabi, Hong Kong, Paris e Nova York.
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O quadro mostra Kahlo deitada em uma cama suspensa diante de um céu azul, enquanto vinhas verdes contornam seu corpo. Sobre ela, repousa um esqueleto equipado com dinamite e flores secas, uma composição marcada pelo surrealismo e pela intensidade psicológica que caracterizam sua obra.
A cama é um dos símbolos mais recorrentes no trabalho de Kahlo, que passou longos períodos imobilizada após um acidente de ônibus que deixou sequelas permanentes.
Durante a recuperação, sua família adaptou o leito com um espelho e um cavalete especial para que a artista pudesse continuar pintando deitada. “Não estou morta e tenho um motivo para viver. Esse motivo é pintar”, escreveu à época.
O novo recorde também reposiciona “Diego y yo”, vendido em 2021 pela mesma Sotheby’s, que até então ocupava o topo entre as obras mais caras feitas por uma artista e também era o quadro mais valioso da arte latino-americana.
Com a venda desta quinta-feira, o título retorna para uma obra de Kahlo, agora em um patamar ainda mais alto.
“El sueño (La cama)” integrou o leilão “Exquisite Corpus”, que reuniu mais de 80 peças do surrealismo, com trabalhos de nomes como René Magritte e Salvador Dalí.
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Fonte infomoney