Delegações deixam plenário durante fala de Netanyahu na ONU

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Benjamin Netanyahu (foto da ONU)
Benjamin Netanyahu (foto da ONU)

Delegações de diversos países – dentre elas a brasileira – deixaram, ao mesmo tempo, o plenário da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas, nesta sexta-feira, no momento em que o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, subiu ao parlatório para discursar.

O protesto foi combinado previamente entre as delegações, em crítica aos ataques israelenses contra a Faixa de Gaza, que já duram quase dois anos e já fizeram mais de 60 mil vítimas.

Quando Netanyahu iniciou seu discurso, os delegados foram chamados à ordem: “Ordem na sala, por favor!”, pediu o mestre de cerimônia.

Diante de uma sala praticamente vazia, um momento histórico nas Nações Unidas, Benjamin Netanyahu afirmou que os inimigos de Israel são os inimigos de todo o mundo, inclusive de seu maior parceiro, os EUA.

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“Odeiam a todos nós da mesma forma. Eles querem arrastar o mundo moderno para o fanatismo”.

O Hamas disse que o gesto de abandonar a assembleia durante o discurso demonstra o isolamento internacional de Israel.

“O boicote das delegações ao seu discurso é uma manifestação do isolamento de Israel e das consequências de sua guerra de extermínio”, disse o porta-voz da milícia palestina, Taher al-Nunu, em um comunicado.

Ele disse que Netanyahu deveria estar na prisão, e não na sede da ONU, como um “criminoso de guerra”.

“Parar a guerra e punir a entidade sionista (Israel) é a postura moral e humanitária exigida dos líderes mundiais”, enfatizou Al Nunu.

Coincidindo com o discurso de Netanyahu, centenas de pessoas se reuniram em Nova Iorque para apoiar a causa palestina. Como contrapeso, o governo exibiu outdoors em Nova Iorque, inclusive na Times Square, pedindo às pessoas que “se lembrem” dos ataques de 7 de outubro.

Lula na ONU – O presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva já classificou esses ataques como genocida em diversas oportunidades, inclusive durante seu discurso na terça-feira, durante a abertura da 80ª Assembleia Geral.

“Os atentados terroristas perpetrados pelo Hamas são indefensáveis sob qualquer ângulo. Mas nada, absolutamente nada, justifica o genocídio em curso em Gaza. Ali, sob toneladas de escombros, estão enterradas dezenas de milhares de mulheres e crianças inocentes. Ali também estão sepultados o direito internacional humanitário e o mito da superioridade ética do Ocidente”, disse, na ocasião.

Contatado pela Agência Brasil, o Ministério das Relações Exteriores informou que não fará “manifestações adicionais” sobre o ocorrido.

Com informações da Agência Brasil e da Europa Press

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Fonte Monitor Mercantil

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