Em maio de 2026, o Tesouro Direto ganhou um novo integrante: o Tesouro Reserva, criado para disputar espaço com a poupança, os CDBs de liquidez diária e as chamadas “caixinhas” dos bancos digitais.
A aposta do governo federal é ampliar o acesso do público à renda fixa de forma simples, e a recepção inicial foi positiva. Duas semanas após o lançamento, o Tesouro Reserva ultrapassou R$ 1 bilhão em aplicações e se tornou um dos títulos mais procurados da plataforma.
Continue a leitura para entender o que é o Tesouro Reserva, como ele funciona e em quais situações ele pode ser mais vantajoso do que outras aplicações conservadoras.
Como funciona o Tesouro Reserva
No Tesouro Reserva, é possível fazer aplicações e resgates a qualquer momento sem depender dos horários tradicionais do mercado, inclusive nos fins de semana e feriados. A única exceção acontece diariamente, entre meia-noite e 1h da manhã, período em que o sistema fica temporariamente indisponível para aplicações e resgates.
Outra característica do título é que o saldo não oscila de acordo com as condições do mercado. Ou seja, o investidor vê apenas o valor aplicado somado aos rendimentos acumulados até aquele momento. O saldo pode ser acompanhado pelo aplicativo da instituição financeira onde fez a aplicação.
Assim como outros títulos do Tesouro Direto, o Reserva também tem a taxa de custódia cobrada pela B3. Em novembro de 2026, essa taxa é de 0,20% ao ano, com isenção para saldos de até R$ 10.000. Acima disso, a taxa incide apenas sobre o valor excedente.
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A tributação do Tesouro Reserva segue a tabela regressiva da renda fixa, com alíquotas do Imposto de Renda (IR) que vão de 22,5% a 15% sobre os rendimentos, na seguinte proporção:
| Período de resgate | Alíquota |
| Até 180 dias | 22,5% |
| De 181 a 360 dias | 20% |
| De 361 a 720 dias | 17,5% |
| Acima de 720 dias | 15% |
Por fim, há também a incidência de IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) sobre os rendimentos nos resgates antes de 30 dias. Aqui, a alíquota inicia em 96% e cai todos os dias até zerar no 29º dia.
O título tem vencimento em 1º de janeiro de 2036, mas pode ser resgatado a qualquer momento antes disso.
Quanto rende o Tesouro Reserva?
O Tesouro Reserva rende 100% da taxa Selic, a taxa básica de juros da economia brasileira. Quanto mais altos estiverem os juros, maior será o ganho com a aplicação.
Em novembro de 2026, com a Selic em 13,75% ao ano, o título rendia 13,75% ao ano, antes do Imposto de Renda e da taxa de custódia.
Como investir no Tesouro Reserva
O investimento no Tesouro Reserva deve ser feito por meio de uma instituição financeira habilitada. Na plataforma do Tesouro Direto, o investidor consegue apenas consultar informações sobre o produto e simular aplicações.
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O valor mínimo para investir é R$ 1. Esse mesmo limite vale para aportes e resgates posteriores..
Até outubro de 2026, o Tesouro Reserva estava disponível para aplicações apenas no Banco do Brasil. O Tesouro Nacional prevê a entrada gradual de outros bancos e corretoras participantes do programa.
Qual a diferença entre Tesouro Reserva e Tesouro Selic?
O Tesouro Reserva e o Tesouro Selic acompanham a taxa Selic, servem para a reserva de emergência e fazem parte dos investimentos considerados os mais seguros do mercado. A diferença está na estrutura de cada produto.
No Tesouro Reserva, não há risco de perdas por marcação a mercado (oscilação diária dos títulos), e ele permite aplicações ou resgates via Pix diariamente, a qualquer hora do dia, a partir de R$ 1.
Já o Tesouro Selic sofre pequenas oscilações diárias e segue o horário comercial em dias úteis. Além disso, ele cai na conta no mesmo dia quando se pede o resgate até às 13h; mas, depois desse horário, os recursos ficam disponíveis somente no próximo dia útil.
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Outros títulos do Tesouro Direto: quando cada um faz sentido
Dada a variedade de títulos do Tesouro Direto, o investidor pode escolher aquele que mais se adequa ao seu objetivo ou à sua necessidade.
Resumo dos títulos disponíveis no Tesouro Direto:
| Título | Remuneração | Forma de resgate | Objetivo |
|---|---|---|---|
| Tesouro Selic | Taxa Selic + taxa adicional (cerca de 0,07% a 0,1% ao ano em novembro de 2026) | D+0 ou D+1 | Reserva de emergência e objetivos de curto prazo |
| Tesouro Reserva | Taxa Selic (100%) | A qualquer momento (exceto entre meia-noite e 1h) | Reserva de emergência com liquidez imediata |
| Tesouro Prefixado (juros no vencimento) | Taxa prefixada | Todo o valor no vencimento | Médio e longo prazo com aposta na queda dos juros |
| Tesouro Prefixado com Juros Semestrais | Taxa fixa definida na compra | Pagamentos de juros a cada seis meses e devolução do principal no vencimento | Geração periódica de renda |
| Tesouro IPCA+ (juros no vencimento) | IPCA + taxa prefixada | Todo o valor no vencimento | Preservação do poder de compra no médio e longo prazo |
| Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais | IPCA + taxa fixa | Pagamentos semestrais de juros e devolução do principal no vencimento | Complementação de renda e proteção contra a inflação |
| Tesouro Renda+ | IPCA + taxa prefixada | Pagamentos mensais por 20 anos depois da acumulação | Planejamento da aposentadoria |
| Tesouro Educa+ | IPCA + taxa fixa | Pagamentos mensais por 5 anos depois da acumulação | Planejamento de gastos com educação |
FonteAgência Brasil