Em 1947, dois anos após o fim da guerra, Heisenberg afirmou em um artigo publicado na revista Nature que “uma quantidade relativamente pequena de urânio provavelmente teria bastado” para fazer o reator funcionar.
Novos resultados contradizem essa avaliação. Segundo os pesquisadores, o B8 continha aproximadamente 1,5 tonelada de urânio e quantidade semelhante de água pesada. Para funcionar, precisaria de cerca de 3,1 toneladas de urânio e 3,5 toneladas de água pesada, em uma das configurações consideradas.
Os alemães precisariam de aproximadamente duas vezes mais urânio e cerca de 2,2 vezes mais água pesada do que utilizaram, superando amplamente as previsões de Heisenberg. Autores do estudo
Água pesada era utilizada para desacelerar os nêutrons liberados durante a fissão nuclear, aumentando a possibilidade de novas reações. Grande parte do abastecimento alemão vinha de uma fábrica na Noruega, que sofreu operações de sabotagem e bombardeios dos Aliados durante a guerra. Mesmo que os alemães tivessem reunido todos os estoques disponíveis no país, as quantidades ainda seriam insuficientes para que o reator alcançasse a chamada criticidade, condição necessária para manter uma reação nuclear em cadeia.
Por que o grafite não seria uma solução?

Pesquisadores também investigaram uma alternativa que poderia ter sido utilizada pelos alemães. No caso, seria substituir a água pesada por grafite, material empregado pelos Estados Unidos em seus primeiros experimentos com reatores nucleares.
Fonte UOL