O presidente e CEO da Saudi Aramco, Amin H. Nasser, disse nesta segunda-feira que os estoques globais de petróleo bruto estavam se aproximando de níveis perigosamente baixos e que poderia levar até dois anos para serem recompostos.
Com as interrupções no Estreito de Ormuz pressionando as cadeias globais de suprimento de energia, a oferta de petróleo bruto ficou ainda mais restrita, afirmou Nasser durante o 25º Congresso de Energia do Conselho Mundial de Petróleo, em Riade.
O CEO da maior produtora de petróleo do planeta observou que os estoques comerciais em terra firme estavam agora bem abaixo de 6 bilhões de barris, descrevendo-os como a “última reserva disponível”, sendo que a grande maioria desses barris estava retida.
Nasser disse que a pressão em toda a cadeia de energia se intensificaria até que o Estreito de Ormuz fosse totalmente reaberto e a confiança do mercado retornasse, acrescentando que recompor os estoques e, ao mesmo tempo, atender à demanda poderia levar até dois anos.
Nasser também afirmou que a Saudi Aramco pretendia aumentar a capacidade de produção de gás para venda em cerca de 80% até 2030, em comparação com os níveis de 2021, para atender à crescente demanda por energia.
Demanda de petróleo crescerá menos que previsto
A procura global de petróleo deverá crescer 200 mil barris por dia (bpd) em 2026 em relação ao ano anterior, abaixo da avaliação feita em setembro, disse a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) nesta terça-feira.
O número foi publicado no seu último relatório mensal sobre o mercado petrolífero. Prevê-se que a procura dos países da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico) diminua cerca de 200 mil bpd em termos anuais em 2026, enquanto os países não-OCDE deverão crescer cerca de 400 mil bpd.
No relatório anterior, de setembro, a organização estimou um crescimento da procura global de petróleo de 400 mil bpd em termos anuais para 2026.
Apesar da previsão mais baixa para 2026, o relatório continuou a rever em alta a sua previsão para 2027, prevendo-se que a procura global de petróleo aumente cerca de 2,6 milhões de bpd em termos anuais, em comparação com a estimativa anterior de 2,4 milhões de bpd em termos anuais.
Com informações da agência Xinhua

Fonte Monitor Mercantil