Cachaça Capixaba é Eleita a Melhor do Mundo em Concurso na Inglaterra

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O World Drinks Awards é considerado a Copa do Mundo das bebidas. A “Dose Clássica Blend Nº2 by Nelson Duarte” é a primeira cachaça a ser coroada a Melhor do Mundo no concurso!

Quem diria que uma história iniciada em 1980, em Aracruz, quando um alambique de aço inoxidável não entregou nada além de vapor quente, se tornaria o passaporte do Brasil, em especial do Espírito Santo, para a conquista de um título inédito mundial, no topo absoluto dos destilados globais, na categoria cachaça?

A capixaba Dose Clássica, que já ostentava o cobiçado Duplo Ouro de Bruxelas, premiação mais alta em concursos de bebidas, acaba de alcançar um feito histórico na capital britânica, em junho. A Dose Clássica ‘Blend Nº2 Nelson Duarte’, além de ter recebido medalha de ouro, foi eleita a melhor do World Drinks Awards 2026, e, consequentemente, a grande campeã mundial (World’s Best Cachaça).

A vitória da marca capixaba ganha proporções gigantescas quando observados o rigor e a grandiosidade da competição, realizada anualmente e considerada a “Copa do Mundo das bebidas”. O evento avalia destilados e cervejas do mundo todo, e a edição atual contou com um forte investimento na categoria de cachaças.

No World Drinks Awards, o processo de análise é extremamente refinado, contando com três dias intensos de degustação. As bebidas são julgadas por um painel de 10 a 15 juízes rigorosamente selecionados de diversas partes do mundo. A organização recebeu cerca de 15 inscrições de cachaças de alto nível, das quais apenas duas chegaram à final como as melhores do Brasil. A Dose Clássica superou a concorrência na final e se tornou a primeira marca na história a receber o prêmio de Melhor Cachaça do Mundo a nível global.

O site oficial da premiação (https://cachaca.worlddrinksawards.com/winner-world-drinks?type=Taste&year=2026&id=276&drink=Cachaca) traz o parecer dos jurados após criteriosa análise da Dose Clássica ‘Blend Nº2 Nelson Duarte: “Ótimo equilíbrio entre o espírito e o barril, harmonioso. Notas herbáceas se destacam com um toque amadeirado e picante, excelente” (Great balance between spirit and cask, harmonius. Grassy notes come through with a mellow woody spice, excellent.)

O empresário capixaba, que contrariou os conselhos do pai e de técnicos agrícolas décadas atrás para insistir no seu sonho de produzir uma bebida de excelência, recebeu o prêmio em Londres tomado por enorme emoção.

“Estar em Londres e ouvir o nome da Dose Clássica ser anunciado como a melhor do mundo é uma emoção indescritível. Viver esse momento inesquecível lado a lado com o meu filho, Rodolpho, que me ajuda na fabricação da Dose Clássica, torna tudo ainda mais especial. Lembrar daquele líquido intragável de 40 anos atrás e ver nossas garrafas recebendo a consagração máxima, julgadas pelos maiores especialistas do planeta, é a prova de que a persistência, quando unida à busca obsessiva pela qualidade, transforma qualquer realidade. Levamos o nosso melhor para o mundo, e o mundo reconheceu”, destacou o proprietário da cachaça capixaba.

Para o renomado Master Blender Nelson Duarte, referência mundial, uma das maiores autoridades do país no assunto e que direcionou a composição do blend vencedor, as chances de trazer a medalha sempre foram altas. Ele explica que a produção da Dose Clássica é feita de maneira quase manual, preparada com extremo cuidado e seguindo sempre o mesmo padrão nas receitas.

“A Dose Clássica tem diferenciais competitivos muito fortes em relação aos concorrentes da indústria de larga escala, como a pureza na produção que não utiliza água para fazer a diluição da cachaça. A bebida já sai na graduação correta de forma natural! São esses detalhes que fazem a diferença na hora que o juiz prova a bebida”, explicou Duarte.

No alambique da Dose Clássica, Ralphe Ferreira Junior, proprietário da Dose Clássica, e Nelson Duarte renomado master blender que direcionou a composição da cachaça eleita a melhor do mundo, em Londres. Foto: divulgação

Premiações Internacionais e nacionais

A Dose Clássica é a cachaça mais premiadas do Espírito Santo e está no ranking entre as mais premiadas do Brasil, colecionando títulos inéditos e exclusivos.

A conquista mais recente foi agora em junho no World Drinks Awards 2026 no qual a A Dose Clássica ‘Blend Nº2 Nelson Duarte’ recebeu a medalha de ouro e foi eleita a melhor cachaça do mundo (World’s Best Cachaça).

Em outubro do ano passado, no Catad’Or World Spirits Awards 2025, realizado no Chile, foi a Dose Clássica Cristal que conquistou os jurados. A cachaça capixaba recebeu a medalha Gran Ouro e o título de melhor cachaça da América Latina, ao ser eleita a melhor cachaça do concurso, mais antiga e prestigiada competição internacional de vinhos e destilados da América Latina.

Com o reconhecimento, a Dose Clássica Cristal se tornou a única cachaça branca do Espírito Santo a colecionar duas premiações internacionais Gran Ouro, maior honraria concedida em um concurso de degustação às cegas, indicando que um destilado foi avaliado como de excelência excepcional.

A primeira condecoração dupla de ouro internacional (Grand Gold Medal) veio em 2019 no Concurso Mundial de Bruxelas (Spirits Selection Bruxelles 2019), considerado o maior do mundo em premiações de destilados. A medalha Gran Ouro, é concedida a produtos que se destacam pela complexidade, equilíbrio e sabor marcante, superando os critérios das medalhas de ouro e prata.

Confira as premiações da cachaça Dose Clássica:

*Dose Clássica Blend by Nelson Duarte

  • World’s Best Cachaça e Gold Medal – World Drinks Awards 2026, Londres
  • Ouro – Catad’Or World Spirits Awards 2025
  • Gold Medal – Spirits Selection Bruxelles 2023
  • Duplo Ouro – Concurso de Vinhos e Destilados do Brasil 2023 (Bruxelas Brasil)

*Cachaça Dose Clássica Cristal

  • Grand Gold Medal e eleita a melhor cachaça do concurso e da América Latina – Catad’Or World Spirits Awards 2025
  • Grand Gold Medal – Spirits Selection Bruxelles 2019
  • Silver Medal – Spirits Selection Bruxelles 2017
  • Medalha de Ouro – Brasil 2017

*Dose Clássica Carvalho Americano

  • Ouro – Catad’Or World Spirits Awards 2025
  • Gold Medal – Spirits Selection Bruxelles 2023
  • Medalha de Prata – Madeira Estrangeira ExpoCachaça 2023

*Dose Clássica Série Ouro
Grande Ouro Spirits 2019 – 17º Concurso Vinhos e Destilados do Brasil

*Dose Clássica 3 Madeiras
Grand Ouro – Catad’Or World Spirits Awards 2025

*Dose Clássica Castanha do Pará
Ouro – Catad’Or World Spirits Awards 2025

Dose Clássica Jaqueira
Ouro – Catad’Or World Spirits Awards 2025

Dose Clássica Jequitibá-Rosa
Prata – Catad’Or World Spirits Awards 2025

Dose Clássica .50
Prata – Catad’Or World Spirits Awards 2025

Dose Clássica Ébano
Prata – Catad’Or World Spirits Awards 2025

Diferenciais da Dose Clássica

●        Produção em alambique e canavial próprios: o alambique opera de forma manual, garantindo controle total sobre a matéria-prima e o processo de produção. A moagem da cana é realizada em até 24 horas após o corte, preservando o frescor e a qualidade do caldo;

●        Levedura selecionada exclusiva: Em 2010, a Dose Clássica investiu na seleção de uma levedura do próprio canavial, produzida por um laboratório especializado que em Ouro Preto, Minas Gerais. Essa levedura exclusiva confere à cachaça um aroma e sabor distintos, um dos grandes diferenciais da marca;

●        Processo de filtragem e armazenamento rigoroso: A cachaça passa por dois filtros (cobre e celulose) antes de ser armazenada em aço inoxidável e, posteriormente, em barris de madeiras diversas (castanha, jaqueira, bálsamo, jequitibá-rosa, amburana, carvalho americano), que conferem características sensoriais únicas a cada tipo de cachaça. A Dose Clássica preza pela pureza do produto, evitando a adição de água após o envelhecimento, garantindo a integridade do sabor original;

●        Sistema de fogo direto: Diferente da maioria dos produtores, que utiliza caldeira para aquecer o alambique, a Dose Clássica utiliza o sistema de fogo direto, semelhante a um fogão à lenha. O fogo vai embaixo do destilador e depois de cerca de quatro horas começa vir a cachaça;

●        Embalagens exclusivas e internacionais: As garrafas da Dose Clássica são importadas da França, para a Dose Clássica Série Ouro – castanha do Pará, do México para as cachaças de madeira brasileira e do Chile para a Cristal. Embalagens diferenciadas que conferem um toque de sofisticação e exclusividade aos produtos;

●        Não usa água para diluir o teor alcóolico: A Dose Clássica já sai do alambique com graduação alcoólica ideal, dispensando qualquer diluição e assegurando a máxima integridade do destilado. A cachaça nasce pronta, sem que uma única gota de água seja adicionada no processo de envase, o que permite preservar o aroma, o sabor e as características naturais da bebida;

●        Tempo de armazenamento nos barris: A cachaça Dose Clássica Cristal, cachaça branca que serve de matriz para as demais, fica, pelo menos, um ano no tanque de inox para depois ser usada ou vendida. Já as envelhecidas nos barris de madeiras, ficam, no mínimo, mais dois anos depositadas nesses recipientes antes de serem comercializadas. Tudo para manter o padrão de qualidade da cachaça Dose Clássica!

História de Empreendedorismo: do descrédito aos ouros internacionais!

Os rótulos da cachaça capixaba Dose Clássica são repletos de medalhas que representam conquistas renomadas, inclusive várias no Concurso Internacional de Bruxelas, considerado o maior do mundo em premiações de destilados. Agora em junho, foi reconhecida como a melhor cachaça do mundo no World Drinks Awards 2026, em Londres. Prêmios que vieram depois de anos de persistência e estudo.

Tudo começou em 1980 quando o empresário Ralphe Ferreira Junior, 64 anos, resolveu comprar um alambique de aço inoxidável para fazer cachaça. As primeiras tentativas foram marcadas por erros e falta de conhecimento técnico, comuns a quem se aventura em um novo ofício.

“Eu nunca tinha feito cachaça, mas tinha vontade de investir na produção. Na primeira tentativa, eu joguei o caldo de cana direto dentro do destilador e do outro lado saiu só vapor, não saiu nada! Aí falaram que eu tinha que colocar serpentina na água primeiro. Saiu um líquido, mas era um líquido que não tinha nada a ver com cachaça, era um líquido sem gosto, um negócio esquisito. Aí a pessoa que fez o alambique falou que era preciso fermentar o caldo de cana. Eu pensava que era coisa fácil e simples de fazer, mas vi que dava muito trabalho e exigia muito conhecimento técnico, por isso desisti”, contou Ralphe.

Um outro momento crucial foi a consultoria de especialistas que visitaram o terreno onde está localizado o alambique, no distrito de Santa Cruz, município de Aracruz, a 30 quilômetros da capital Vitória, no Espírito Santo. Na época, os técnicos foram enfáticos ao dizer que dali não sairia nenhuma cachaça boa e que, por isso, somente prestariam assessoria se fosse para plantio de eucalipto.

“E ainda teve meu pai que falou para eu esquecer esse negócio de fazer cachaça. Lembro dele dizendo para eu comprar a melhor cachaça que tivesse no mundo porque pra fazer uma própria daria muito trabalho. Mas tem aquela história né? Como todo bom filho é teimoso, teimei com ele e disse que um dia ainda iria fazer”, relembrou o empresário.

O alambique ficou parado durante 20 anos até que um caseiro apareceu e despertou a veia empreendedora e a persistência de Ralphe. Depois de muita experimentação, a produção artesanal finalmente ganhou vida, mas ainda não agradou.

“Ele me disse que sabia como fazer. Pediu para eu comprar fermento para pão doce. Aí o caldo de cana fermentou e colocamos para destilar. Eu tinha convidado uns amigos para beber minha primeira cachaça. Quando eu cheguei com o garrafão lá no alambique e dei pra eles só ouvia: que coisa horrível, Ralphe! Me derramaram cinco litros de cachaça na cabeça, era tanto álcool que eu estava quase morrendo afogado, não conseguia respirar!”, recordou aos risos o empresário.

Ralphe sabia que eram necessárias muitas tentativas para chegar onde queria, por isso não desistiu. A teimosia dele, aliada ao apoio familiar, impulsionou a busca por aprimoramento, resultando em uma cachaça que hoje se destaca, mundialmente, pela qualidade e sabor únicos.

Alambique com potencial para turismo de experiência

Localizado em uma área de grande beleza natural, no distrito de Santa Cruz, município de Aracruz, a 30 Km da capital Vitória, o alambique fica bem próximo à praia, o que difere da grande maioria que está localizada em propriedades no interior das cidades brasileiras.

O terreno, de família, possui um visual fantástico aliado à tranquilidade da zona rural, o que inspira novos investimentos no local. É um lugar que possui um grande potencial para o turismo de experiência. O proprietário Ralphe Ferreira Junior criou um espaço de acolhimento para visitantes, finaliza o projeto de visita guiada no alambique e planeja implementar um restaurante que ofereça petiscos e a oportunidade de degustação das diversas cachaças da marca.

Visão de futuro

Com mais de 20 anos de história, a Cachaça Dose Clássica mira o futuro com ambição. Ralphe planeja expandir a marca com a abertura de novas lojas próprias, inicialmente no Espírito Santo e, posteriormente, em outros estados, levando a qualidade e o sabor único de sua cachaça para um público cada vez maior.

Atualmente, além do alambique em Aracruz, a cachaça Dose Clássica tem filial no Aeroporto de Vitória e em Jardim Camburi. “Em cinco anos eu pretendo abrir, pelo menos, mais três lojas. Inicialmente no Espírito Santo e depois até fora do Estado. Nosso objetivo é continuar produzindo um produto de alta qualidade, com o qual as pessoas tenham prazer em beber e utilizar em seus drinques. Acreditamos que a boa cachaça é versátil e deve ser apreciada em sua pureza e em diversas combinações”, contou o proprietário da cachaça Dose Clássica Ralphe Ferreira Junior.

Serviço:

Cachaça Dose Clássica

Site: doseclassica.com.br
Instagram: @doseclassica
Alambique: Rodovia ES 010, S/N, Km 33, Santa Cruz, Aracruz, Espírito Santo
Filial 01: Rua José Célso Cláudio, 135 – Jardim Camburi, Vitória, Espírito Santo
Filial 02: Aeroporto de Vitória – Av. Roza Helena Schorling Albuquerque, Vitória, Espírito Santo

Foto Principal de Capa: Ralphe Ferreira Junior, proprietário da Dose Clássica, recebeu o título de melhor cachaça do mundo das mãos Anita Ujszaszi, diretora do Awards (de azul) e Veronika Karlova, uma das juízas do concurso. Foto: World Drinks Awards 2026.

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