BBC cortará quase um em cada 10 postos de trabalho

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BBC, antena parabólica (foto de Timo Newton-Syms, CC BY-SA 2.0)

A emissora britânica BBC informou nesta segunda-feira que prevê cortar centenas de postos de trabalho no âmbito de uma ampla redução de seu quadro de funcionários, o que poderia implicar na perda de cerca de 2 mil empregos, quase um em cada 10, para economizar milhões de libras.

Vários departamentos da empresa receberam orientações para realizar grandes cortes no âmbito dos novos planos de redução de gastos, o que poderia permitir à empresa economizar até cerca de 500 milhões de libras nos próximos dois anos, conforme informou a própria BBC.

A divisão de notícias da emissora será a primeira a revelar seus planos de redução de pessoal. As equipes de notícias empregam cerca de um quarto dos mais de 20 mil funcionários.

Espera-se que o anúncio afete também os programas de rádio, e fontes próximas ao assunto alertaram que esses cortes podem ser percebidos tanto pelos ouvintes quanto pelos telespectadores.

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A maior parte dos custos dessa divisão é referente a pessoal, por isso os funcionários já estão em alerta diante do que poderia constituir um aumento desproporcional de demissões em comparação com as medidas que possam ser introduzidas em outros departamentos, como o de conteúdo.

O diretor-geral interino, Rhodri Talfan Davies, não descartou a possibilidade de eliminar canais ou serviços inteiros.

“Temos que analisar tudo, e com um orçamento limitado inevitavelmente haverá decisões importantes e difíceis, mas devemos proceder com cautela”, declarou ele em entrevista à Radio 4.

A empresa deve fornecer mais detalhes nos próximos meses:

“Para o público, a tarefa que temos pela frente nos próximos três ou quatro meses é encontrar uma maneira de implementar essas mudanças sem prejudicar os serviços que sabemos serem essenciais para o rádio, a televisão e a internet”, afirmou.

Por enquanto, as negociações com o governo britânico continuam para discutir o futuro da emissora e a taxa de licença a ser paga até o final de 2027.

Europa Press

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Fonte Monitor Mercantil

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