Hoje celebra-se o Dia da Indústria. Uma data que precisa ir além do protocolo institucional e das homenagens formais. É um momento para reconhecer quem, apesar de todas as dificuldades, continua sustentando parte significativa da economia brasileira: empresários, trabalhadores, lideranças industriais e empreendedores que insistem em produzir, gerar empregos e movimentar o país mesmo diante de um ambiente cada vez mais hostil para quem empreende.
A indústria sempre foi um dos pilares centrais do desenvolvimento das grandes economias do mundo. Não existe potência econômica sem capacidade produtiva forte, tecnologia, inovação e geração de valor interno. Países que lideram o cenário global entenderam isso há décadas. O Brasil, infelizmente, parece caminhar na direção oposta.
Vivemos há anos um processo silencioso, mas extremamente perigoso, de desindustrialização. Enquanto produtos importados, especialmente da China, entram no mercado brasileiro em condições altamente competitivas, a indústria nacional enfrenta um verdadeiro campo minado: excesso de burocracia, carga tributária sufocante, insegurança jurídica, custos operacionais elevados e um ambiente que frequentemente pune quem produz.
O resultado é previsível. Muitas empresas brasileiras passaram a buscar alternativas fora do país. O Paraguai, por exemplo, tornou-se destino estratégico para empresários que procuram menos burocracia, incentivos fiscais e maior previsibilidade para investir. É um contrassenso inaceitável: o empresário brasileiro encontra mais estímulo fora do Brasil do que dentro dele.
“Não existe país forte sem uma indústria forte. Quando a produção nacional enfraquece, o país perde competitividade, empregos, autonomia e futuro.” — Tadeu Lockermann
Nesse contexto, torna-se impossível ignorar o papel histórico da FIESP na defesa da indústria nacional e do setor produtivo. Ao longo dos anos, a entidade consolidou-se como uma das principais vozes em defesa da competitividade, da livre iniciativa e da valorização da produção brasileira. Sob a liderança de Paulo Skaf, a federação mantém protagonismo nos debates econômicos mais relevantes do país, defendendo condições mais justas para quem gera emprego, renda e desenvolvimento.
Também merece destaque o trabalho do Secretário de Desenvolvimento Econômico do Estado de São Paulo, Jorge Lima, que vem atuando de forma estratégica para fortalecer a indústria paulista, atrair investimentos e ampliar a competitividade do principal polo econômico do país. Em um cenário nacional desafiador, iniciativas que incentivem produção, inovação e geração de empregos tornam-se ainda mais necessárias.
Valorizar a indústria nacional não é apenas defender empresas. É defender soberania econômica, tecnologia, desenvolvimento social, arrecadação, empregos e futuro. Nenhum país constrói relevância global dependendo exclusivamente de importação e consumo.
O Brasil precisa decidir se quer continuar assistindo sua capacidade produtiva enfraquecer lentamente ou se voltará a tratar a indústria como prioridade estratégica de Estado.
Porque indústria forte não é vaidade institucional. É sobrevivência econômica.