após alta de 40% em menos de dois meses, o que esperar para as ações?

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As ações da Gerdau (GGBR4) já subiram cerca de 40% desde meados de março, versus 4% do Ibovespa, mas até quando vai o rali. Em 18 de março, os papéis fecharam cotados a R$ 17,39, enquanto fechou a sessão da véspera a R$ 24,36.

O Bradesco BBI manteve recomendação neutra para GGBR4, mas elevou o preço alvo para o fim de 2026 de R$ 21 para R$ 24 por ação, refletindo fundamentos que superaram suas expectativas iniciais.

Ainda assim, a visão é de que a forte valorização recente já incorporou boa parte da melhora esperada nos lucros de 2026. “Aos preços atuais, a ação negocia a um nível de múltiplos que já embute tanto os reajustes de preços no Brasil entre abril e junho quanto a melhora recente do spread metálico nos Estados Unidos, em nossa opinião”, avaliam os analistas do BBI.

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A projeção para o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações) para 2026 agora é de R$ 12,3 bilhões, 4% acima do consenso, ficando próxima das expectativas de muitos gestores.

Mas, para além disso, novas altas dependeriam da: (i) continuidade da dinâmica de margens siderúrgicas no 2S26 (segundo semestre de 2026); ou (ii) uma reclassificação dos múltiplos, diante de margens estruturalmente mais fortes —especialmente no Brasil.

Nos Estados Unidos, o consenso passa a acreditar na sustentação de margens próximas a 20% sob o arcabouço de defesa comercial; já no Brasil, a discussão central é se a melhora recente de preços é estrutural (sinal de maior efetividade da defesa comercial) ou apenas temporária, influenciada pelo conflito no Oriente Médio.

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Para o BBI, análise de sensibilidade indica que a valorização adicional passa a depender cada vez mais da sustentação das margens nos Estados Unidos acima das médias históricas e de uma elevação consistente das margens no Brasil.

Assumindo margens de longo prazo de 23 a 25% por lá, o potencial melhora de forma mais significativa apenas quando as margens no Brasil superam 14%. No cenário base (21%) do banco, retornos mais relevantes exigiriam margens no Brasil acima de 15%.

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Desta forma, operacionalmente, a América do Norte segue forte —com margens alcançando 24,1% no 1T26 —o que nos leva a elevar a estimativa de margem em 2026 para 24% (normalizando para algo ao redor de 20 e 21% a partir de 2027).

No Brasil, projeta melhora gradual com possível redução de importações no 2S26 e maior tração de preços, embora a dinâmica seja mais favorável em aços planos/chapas do que em longos, onde a oferta doméstica ainda pressiona. Para o 2T26, a expectativa é de Ebitda de R$ 3,2 bilhões (8% maior no trimestre e 25% em base anual), com expansão de margens tanto no Brasil (para 10,5%) quanto nos Estados Unidos (para 25,4%).



Fonte Infomoney

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