O dólar à vista opera com alta ante o real nesta quinta-feira (23), ainda que no exterior a moeda norte-americana esteja em alta ante a maior parte das demais divisas, em um dia até o momento de certa aversão a ativos de risco em função da guerra no Oriente Médio.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta quinta-feira que um acordo com o Irã só será feito quando for “apropriado e bom” para os Estados Unidos.
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Qual a cotação do dólar hoje?
Às 16h29, o dólar à vista subia 0,65%, cotado aos R$ 5,006 na venda. O dólar futuro para maio — atualmente o mais líquido no mercado brasileiro — caía 0,24% na B3, aos R$ 4,960.
Na quarta-feira, o dólar à vista encerrou com variação negativa de 0,01%, aos R$4,9736.
Às 11h30, o Banco Central realiza leilão de 50.000 contratos de swap cambial tradicional para rolagem do vencimento de 4 de maio.
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Dólar comercial
- Compra: R$ 5,006
- Venda: R$ 5,007
No mercado doméstico, a valorização do real chama atenção e destoou do movimento internacional. A leitura entre operadores é de que o movimento foi impulsionado pela internalização de recursos pelo Tesouro Nacional, uma semana após a captação de 5 bilhões de euros no exterior, conforme reportado pelo Valor Econômico.
Logo na abertura, traders identificaram uma pressão vendedora relevante de dólares concentrada em uma única corretora, o que ajudou a fortalecer o real. Ainda nas primeiras negociações, a moeda brasileira já se destacava entre pares globais, mesmo em um ambiente de maior cautela com ativos de risco diante do impasse nas negociações entre Estados Unidos e Irã.
Um operador de câmbio, sob condição de anonimato, disse ao Valor que há “90% de chance” de o fluxo estar relacionado à atuação do Tesouro. O timing reforça essa percepção: a liquidação financeira da emissão externa estava prevista para esta quinta-feira, 23 de abril.
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A operação no exterior foi coordenada por BBVA, BNP Paribas, Bank of America e UBS. Segundo operadores, foi justamente a corretora ligada ao UBS que apresentou volume expressivo de venda de dólares no início do pregão.
(Com Reuters)
FonteCâmara dos Deputados