Setor de transporte marítimo aguarda retomada de travessias seguras por Ormuz

Compartilhar:

CINGAPURA, 22 ⁠Abr (Reuters) – Uma passagem segura e sustentável pelo Estreito ⁠de Ormuz é o que as principais empresas de navegação exigem ‌antes que o mundo veja petróleo ou carga voltarem a sair ou entrar pelo Golfo Pérsico, disseram dois importantes executivos do setor nesta quarta-feira.

‘Há ‌duas semanas, quando o cessar-fogo, dito temporário, entrou em cena, pensamos que havia esperança. Mas, na realidade, o acordo não se traduziu em segurança e passagem (das embarcações)’, disse à Reuters Jotaro Tamura, presidente-executivo da japonesa Mitsui O.S.K. Lines, em uma entrevista à margem da conferência da Semana Marítima de Cingapura.

A MOL ⁠é ‌uma das maiores empresas de navegação do mundo e a maior proprietária ⁠de navios-tanque de petróleo e gás natural liquefeito.

As dúvidas sobre segurança permanecerão mesmo se o estreito for reaberto, acrescentou Tamura.

A Guarda Revolucionária Islâmica do Irã alertou sobre a existência de minas ao redor do estreito.

‘É uma questão de definição de ‘aberto’. Está realmente aberto, ou está ‘meio aberto’? Está ​aberto, mas há risco?’, questionou Tamura. ‘Em algum momento, elas (as viagens) serão retomadas e a normalização entrará em cena. Mas é difícil prever como ​será a realidade.’

Continua depois da publicidade

Quando perguntado se a MOL pagaria taxas de pedágio ao Irã se solicitado, ele disse que a posição da MOL era seguir a lei internacional, que é a liberdade de passagem pelo estreito.

A CMB.Tech, da Bélgica, outra grande empresa marítima, com uma frota de mais de ‌250 navios, também está esperando por mais clareza.

‘Não podemos ​nos proteger. Só precisamos esperar o que vai acontecer no Oriente Médio’, disse o presidente-executivo Alexander Saverys à margem da conferência de Cingapura. ‘Isso está criando muita incerteza.’

Saverys acrescentou que é ⁠preciso haver confiança de ​que as empresas podem ​transitar pela região sem problemas. ‘Hoje não temos nenhuma garantia. Só teremos essa garantia quando virmos que ⁠os navios podem passar pelo estreito de ​forma segura e sustentável.’

‘O Estreito de Ormuz é uma passagem livre, onde normalmente não se deve pagar pedágio’, disse Saverys. ‘Se isso mudar no futuro, nós investigaremos.’

Ele se recusou ​a falar sobre quantos navios da empresa estão encalhados no Golfo.

Continua depois da publicidade

‘Estamos nos comunicando com todos os governos para ver e garantir ​que nossas embarcações possam ⁠navegar. Mas, no momento, como vocês sabem, a situação ainda não é segura.’

O tráfego marítimo pelo ⁠estreito continua praticamente parado desde o início da guerra entre EUA e Irã, em 28 de fevereiro.

Normalmente, cerca de 130 navios por dia entram e saem do Golfo Pérsico pelo estreito, movimentando cerca de 20% do suprimento diário de petróleo e gás natural liquefeito do mundo.

Continua depois da publicidade



Fonte infomoney

Artigos relacionados

Healthtech brasileira aposta em inteligência humana para reduzir erros médicos e cresce na contramão da Inteligência Artificial

Enquanto boa parte das healthtechs corre para substituir decisões humanas por inteligência artificial, uma empresa brasileira decidiu seguir...

Liga de óticas independentes nasce paraenfrentar avanço das grandes redes no Brasil

 Em um mercado cada vez mais pressionado pela expansão agressiva das grandes redes e franquias, um grupo de...

Wyndham São Paulo Ibirapuera investe mais de R$ 1 milhão em novo espaço fitness e reforça aposta no bem-estar do viajante corporativo

 A academia deixou de ser um serviço complementar na hotelaria para se transformar em um dos fatores decisivos...

Wyndham eleva projeção para 2026 após resultados sólidos no segundo trimestre

A Wyndham Hotels & Resorts (NYSE: WH) divulgou os resultados do segundo trimestre de 2026, encerrado em 30...