Pentágono confirma 140 soldados dos EUA feridos após ataques ao Irã

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Explosão em Tel-Aviv após mísseis do Irã atingirem Israel
Mísseis do Irã atingem Israel (foto de Chen Junqing, Xinhua)

Um porta-voz do Pentágono confirmou nesta terça-feira que cerca de 140 soldados dos EUA ficaram feridos, incluindo oito gravemente, desde que os Estados Unidos e Israel lançaram ataques militares conjuntos contra o Irã em 28 de fevereiro.

Apesar de reconhecer o grande número de feridos, o que vinha sendo escondido pelos EUA, o Pentágono buscou minimizar a questão: “A grande maioria desses ferimentos foi leve, e 108 militares já retornaram ao serviço. Oito militares permanecem listados como gravemente feridos e estão recebendo o mais alto nível de atendimento médico”, disse o porta-voz do Pentágono, Sean Parnell, em um comunicado.

Até o momento, sete militares americanos foram mortos no Kuwait e na Arábia Saudita em meio à guerra em curso entre EUA e Israel contra o Irã.

Na segunda-feira, o presidente dos EUA, Donald Trump, disse que os objetivos dos EUA no Irã estão “praticamente concluídos”; porém, Trump nunca esclareceu quais são esses objetivos, falando vagamente sobre questões diferentes em diversas ocasiões.

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O conflito no Oriente Médio entrou em seu 11º dia nesta terça-feira, sem trégua nas trocas militares entre Irã, Israel e Estados Unidos. Enquanto isso, não houve sinal de um avanço diplomático entre as partes envolvidas.

Aqui está uma breve visão geral dos últimos acontecimentos e do impacto dos ataques retaliatórios nos países diretamente envolvidos na crise regional:

Estados Unidos

O presidente dos EUA, Donald Trump, disse à Fox News que ainda é possível para Washington negociar com Teerã. “É possível, depende dos termos, possível, apenas possível… Sabe, nós meio que não precisamos mais conversar, sabe, se você pensar bem, mas é possível”, disse Trump. As declarações vieram depois que Trump disse na segunda-feira que os ataques militares EUA-Israel contra o Irã terminariam “muito em breve”.

O secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, disse a repórteres que a terça-feira traria os ataques “mais intensos” contra o Irã desde o início da guerra, observando que não iriam recuar até que o Irã seja total e decisivamente derrotado”.

Israel

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, alertou que Israel ainda não terminou sua ofensiva contra o Irã, afirmando que os ataques enfraqueceram severamente as capacidades do governo iraniano.

Os militares israelenses disseram ter iniciado uma nova série de ataques aéreos contra alvos do governo iraniano em Teerã. Mais tarde, informaram que novos lançamentos de mísseis do Irã atingiram o país, com sirenes de alerta aéreo acionadas no norte, centro e sul do país, incluindo Tel Aviv.

Os militares israelenses disseram na noite de segunda-feira que atacaram o quartel-general de drones da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC), que era usado para lançar drones contra Israel.

Irã

O ministro das Relações Exteriores do Irã, Seyed Abbas Araghchi, afirmou que o país está bem preparado para continuar os ataques com mísseis contra Israel e bases estadunidenses na região do Oriente Médio pelo tempo que for necessário.

Ao comentar a escolha do novo Líder Supremo, Mojtaba Khamenei, Araghchi disse que isso demonstra a continuidade das políticas anti-EUA e anti-Israel do Irã e a estabilidade da nação.

Retomar as negociações com os Estados Unidos não é uma opção, disse ele, citando “todas as experiências amargas de conversas com os estadunidenses” e afirmando que não acredita que isso “esteja mais em nossa agenda”.

Araghchi também conversou por telefone com seu homólogo russo, Sergei Lavrov, para discutir a situação no Oriente Médio.

“O Irã usará mísseis e submarinos para impedir a passagem da frota dos Estados Unidos e seus aliados pelo Estreito de Ormuz”, afirmou o comandante da Marinha da Guarda Revolucionária Islâmica, Alireza Tangsiri, em uma publicação na plataforma de mídia social X na terça-feira.

A publicação desmentiu alegações anteriores dos EUA de que sua marinha escoltava petroleiros que passavam pela importante via navegável. Uma postagem feita por um comandante naval dos EUA afirmando que iriam escoltar petroleiros na região foi rapidamente apagada.

Arábia

O CEO da Saudi Aramco, Amin Nasser, alertou que a escalada militar regional causou uma grave reação em cadeia no transporte marítimo e nos seguros, afirmando que a interrupção prolongada agravará as consequências para os mercados globais de petróleo e para a economia em geral.

Cerca de 17% do fornecimento global de petróleo normalmente transita pela região afetada, com interrupções que chegam a quase 80 milhões de barris, disse Nasser, acrescentando que a refinaria de petróleo de Ras Tanura da empresa foi fechada por precaução após os ataques, e que um pequeno incêndio foi extinto rapidamente e a empresa está reiniciando as operações.

Com informações da Agência Xinhua

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Fonte Monitor Mercantil

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