Sparta prevê turbulência no mercado de crédito privado e reforça o caixa

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A expectativa de início do ciclo de queda da Selic pode melhorar os fundamentos das empresas, mas também trazer um novo risco para investidores em crédito privado. A visão é da Sparta, que vê uma transição no risco do setor: da inadimplência para uma guinada nos spreads.

A gestora ressalta que o início do ciclo de cortes de juros tende a alterar o fluxo de investimentos, com parte dos recursos atualmente concentrados em crédito migrando para outras classes de ativos com maior risco.

“Quando o carrego deixa de ser excepcional e o investidor volta a discutir risco em outras classes, o crédito perde a condição de porto seguro automático”, afirma a Sparta.

Viva do lucro de grandes empresas

“Com spreads próximos de mínimas históricas, o potencial de fechamento adicional é limitado, enquanto a assimetria para o lado da abertura vai ganhando força.”

Diante desse cenário, a Sparta afirma ter adotado uma postura mais defensiva em suas estratégias de crédito privado não incentivado – ou seja, aqueles que estão sujeitos a Imposto de Renda, como as debêntures comuns -, o que inclui caixa acima de 20%, bem acima de sua média histórica próxima de 10%.

Esse caixa, que fica parado em aplicações que rendem o CDI ou próximo dele, acaba reduzindo a rentabilidade do fundo. Mas a casa diz que prefere abrir mão de parte do retorno no curto prazo para preservar flexibilidade caso surjam oportunidades de compra com spreads mais altos.

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“Preferimos parecer conservadores cedo do que reativos tarde”, diz a Sparta. “Liquidez é risco para o amador, mas oportunidade para o profissional.”

Cenário já dá sinais

Dados recentes do mercado indicam que os spreads de debêntures incentivadas de alta qualidade de crédito registraram fechamento relevante no início do ano, movimento associado a menor ritmo de emissões e à necessidade de alocação por parte de fundos especializados.

Em uma amostra de cerca de 220 séries com rating AAA, os prêmios caíram cerca de 45 pontos-base em janeiro, segundo dados compilados pelo Bradesco BBI.

Segundo a Sparta, a volatilidade nesses títulos pode se tornar uma característica mais frequente.

“Em um mercado mais técnico, o retorno deixa de ser apenas carrego e passa a incorporar volatilidade de spread”, diz a casa.



FonteAgência Brasil

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