Relator critica Dino e diz que decisão pode anular quebra de sigilo de Lulinha

Compartilhar:

O relator da CPMI do INSS, deputado Alfredo Gaspar (União-AL), fez críticas nesta quarta-feira (4) à anulação da quebra de sigilos bancário e fiscal da empresária Roberta Luchsinger pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino.

Ele acredita que essa decisão deverá abrir procedentes que podem levar até mesmo à anulação da quebra de sigilos de Fábio Luís da Silva, o Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Luchsinger é amiga de Lulinha.

“A abrangência da decisão deixa margem para dúvida. De qualquer forma, é um precedente para todos”, disse o relator.

Esse é um entendimento também compartilhado pelo presidente da CPMI do INSS, senador Carlos Viana (Podemos-MG).

Dino concordou com o argumento da defesa de Roberta e concluiu que houve violação do devido processo constitucional na votação da CPMI que aprovou, em 26 de fevereiro, 87 requerimentos de forma conjunta – entre eles, as quebras de sigilo.

O ministro determinou que, se os dados já estiverem disponibilizados, eles sejam mantidos sob sigilo na presidência do Senado até o julgamento do mérito da ação pelo STF.

Continua depois da publicidade

Na decisão, Dino ressaltou que as CPIs têm poderes de autoridades judiciais, mas ponderou que é necessário fundamentar de forma individualizada medidas que violem dados sigilosos.

Gaspar afirmou que o ministro do Supremo “deu um tapa na cara do brasileiro de bem” e “salvou Lula de escândalos e afogou a transparência no combate à corrupção”. “Dino, você trabalhou contra o Brasil”, disse.

O relator disse estar “revoltado e indignado” com a decisão do magistrado. “Lulinha tem culpa no cartório, os bancos precisam ser investigados. Você, como paladino da moralidade, impedindo a CPMI de trabalhar para passar este País a limpo. Estamos revoltados e indignados. Vamos derrubar essa sua decisão. Ninguém aguenta mais essa impunidade”, afirmou.

Dino entrou em campo após o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), rejeitar recurso da base do governo contra a votação da CPMI do INSS que aprovou a quebra de sigilo de Luchsinger, Lulinha e outras oito dezenas de requerimentos.

“Não é caso de flagrante desrespeito ao regimento e à Constituição. Não há aqui situação que justifique a excepcional atuação desta presidência para anular deliberação da CPMI”, disse o presidente do Senado na sessão plenária.



Fonte Infomoney

Artigos relacionados

Escândalo no PAD em Pirassununga: defesa pede inclusão do prefeito em investigação que hoje atinge apenas servidoras

O mês de março, tradicionalmente dedicado à valorização das mulheres e ao reforço do compromisso com igualdade e justiça, ganhou um contorno inesperado na cidade de Pirassununga (SP). Um Processo Administrativo Disciplinar instaurado pela Prefeitura tem provocado forte repercussão política e jurídica ao colocar em discussão quem deve, de fato, responder por um pagamento considerado indevido aos cofres públicos.

NR-1 atualizada coloca riscos psicossociais no centro da gestão empresarial e exige preparo das organizações

Especialistas alertam que empresas e profissionais precisam se capacitar para atender às novas exigências relacionadas à saúde mental...

Na Mooca, um pedaço da Itália: uma experiência de memória, tradição e alta gastronomia no Mizzica

São Paulo tem o raro privilégio de permitir que o mundo inteiro caiba à mesa. Mas há lugares na cidade em que a experiência vai além da gastronomia: ela toca memória, identidade e pertencimento. Foi exatamente essa sensação que encontrei ao visitar o Mizzica, na Mooca — um restaurante que traduz, com autenticidade, o espírito da cozinha italiana.

RespirArte 4 propõe imersão na Serra da Cantareira para discutir a potência feminina como energia vital

Com uma programação que integra saúde, consciência corporal e desenvolvimento humano, o encontro reúne especialistas para um dia...