O presidente da França, Emmanuel Macron, pediu nesta quarta-feira aos diferentes partidos políticos que têm “laços com grupos violentos” que “esclareçam sua posição”, sejam eles de “extrema direita ou extrema esquerda”.
Ele fez essa declaração durante uma reunião do Gabinete de Ministros, na qual abordou a morte de Quentin Deranque, o ultranacionalista que faleceu durante violentos confrontos no dia 12 de fevereiro na cidade de Lyon, de acordo com informações coletadas pelo jornal “Le Figaro”.
Nesse sentido, Macron afirmou que “nada, absolutamente nada, justifica a violência” e condenou “da maneira mais firme” a “violência exercida por movimentos ligados à extrema esquerda”, conforme afirmou a porta-voz do governo francês, Maud Bregeon.
“Condenamos toda a violência, independentemente de onde venha”, acrescentou.

Além disso, enfatizou que o Executivo está atualmente “lutando contra todos esses tipos de violência, sem distinção”. “Vamos continuar trabalhando incansavelmente para que esses tipos de grupos sejam dissolvidos”, esclareceu.
A morte de Deranque, que gerou polêmica no país, ocorreu durante uma conferência ministrada pela eurodeputada Rima Hassan, do partido de esquerda La France Insoumise (LFI), no Instituto de Estudos Políticos de Lyon. Némesis, um coletivo de extrema direita que se identifica como feminista, organizou uma manifestação nas proximidades do local em protesto contra o evento.
Várias manifestantes foram atacadas por cerca de 20 pessoas mascaradas e encapuzadas. Outro grupo de jovens que fazia parte de um dispositivo de segurança informal da Némesis – composto por membros da extrema direita, entre os quais se encontrava Deranque – saiu em sua defesa.
Europa Press

Fonte Monitor Mercantil