A C&A (CEAB3) apresenta seu balanço após o fechamento do mercado nesta terça-feira (24). Para o Santander, a varejista de vestuário pode ser impactada por um ambiente competitivo mais acirrado.
Analistas do banco consideram que a pressão, combinada com uma execução falha, pode acabar interrompendo o forte ímpeto operacional da empresa, levando a um crescimento de vendas nas mesmas lojas (SSS) de vestuário de 0,5% (contra +8,1% no 3T25).
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Apesar das expectativas de expansão da margem bruta (+87 pontos-base, ou 0,87 ponto percentual, em relação ao ano anterior), a queda na receita consolidada pode reduzir a alavancagem operacional e pressionar a margem Ebitda para 17,1% (-1,26 ponto percentual em relação ao ano anterior), para o Santander.
O JPMorgan, que iniciou cobertura do papel recentemente, considera que a varejista deve apresentar crescimento anual composto do lucro por ação (EPS CAGR) em cinco anos de cerca de 13%. As receitas e o EBITDA (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) do varejo devem crescer a taxas de 8% e 12% para o nome.
No geral, o banco estrangeiro considera a C&A (CEAB3) como sua principal recomendação do setor, combinando maior potencial absoluto de valorização e boa liquidez, que tende a melhorar à medida que a Cofra reduz sua participação. A empresa também negocia ao menor múltiplo do segmento, a cerca de 7,4 vezes o lucro estimado para 2026.
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Fonte Infomoney