Depois de uma disparada de quase 30% no ano, a B3 (B3SA3) passou a dividir opiniões de analistas. O UBS BB viu espaço para mais valorização e elevou sua recomendação, enquanto o BTG Pactual rebaixou a classificação ao avaliar que o potencial valorização ficou mais restrito.
Na semana passada, o UBS BB elevou a recomendação da operadora da Bolsa do Brasil de neutro para compra, com novo preço-alvo de R$ 19,50, uma vez que projeta melhora na perspectiva de receitas em todas as frentes.
Nas receitas cíclicas, como é o negócio principal da B3, o banco projeta potencial de alta vindo de volumes maiores ligados ao ciclo de afrouxamento monetário e à volatilidade das eleições. A melhora no cenário poderia fazer com que os volumes negociados aumentassem, em especial considerando os últimos três anos de volumes mais baixos.
Viva do lucro de grandes empresas
Nos demais segmentos de negócios, considerados receitas anti-cíclicas pela companhia, o UBS também sugere manutenção de tendências positivas.
A companhia hoje negocia com múltiplos de 13 vezes o preço sobre o lucro para fim de 2026, com desconto de 35% em comparação com outras bolsas de mercados emergentes e de 31% quando comparada à bolsas globais. Historicamente, o desconto ficava em 34% e 36%, respectivamente.
O BTG Pactual, por sua vez, enxerga um potencial de valorização limitado, com a ação negociando a R$ 17,6, equivalente a cerca de 16 vezes P/L (preço sobre lucro) estimado para 2026. Como resultado, a recomendação foi rebaixada para neutra, com preço-alvo de R$ 18.
Segundo o BTG, a companhia apresenta maior diversificação de receitas, com menor dependência do segmento de ações. As receitas pós-negociação, dados, analytics e renda fixa representam atualmente mais de 80% do total. Mesmo em cenários de volumes significativamente mais altos, o impacto adicional no lucro líquido e no preço-alvo seria incremental. Diante desse contexto, outras alternativas como XP, Stone e bancos digitais são vistas como opções com maior potencial de beta e valorização.
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O BTG destaca, no entanto, que a visibilidade sobre a continuidade dos fluxos de capital é limitada. “Caso esse movimento persista, nosso rebaixamento pode acabar se mostrando equivocado”, conclui.
FonteCâmara dos Deputados