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Resumo da notícia

  • Bitcoin recua após rali técnico e volta a pressionar traders em posições long.

  • Ambiente macro segue defensivo, com aversão ao risco e queda em ações globais.

  • Analistas veem volatilidade elevada e risco de novos testes abaixo de US$ 60 mil.

9h10

Marco Aurélio, CIO da Vault Capital

A semana começa com uma agenda carregada de dados macroeconômicos relevantes, capazes de impactar diretamente o preço do Bitcoin e o apetite a risco dos mercados. Ao longo dos próximos dias, teremos números importantes de atividade econômica, mercado de trabalho e inflação, além de uma série de discursos de membros do Federal Reserve. Soma-se a isso a continuidade das incertezas em torno da paralisação parcial do governo, o que tende a manter o mercado sensível a qualquer nova informação.

Esse conjunto de eventos reforça a leitura de que a volatilidade deve permanecer elevada e que o preço seguirá reagindo mais a níveis técnicos e à estrutura de derivativos do que a narrativas isoladas.

Do ponto de vista de mercado, o nível central desta semana segue sendo a região dos US$ 70 mil, que hoje funciona como gamma flip. Abaixo desse patamar, a proteção mecânica diminui e o mercado tende a ficar mais vulnerável a movimentos de extensão. Nesse cenário, as regiões entre US$ 65 mil e US$ 60 mil passam a atuar como suportes relevantes em caso de estresse adicional.

Para que o Bitcoin volte a construir uma estrutura mais saudável e abra espaço para níveis superiores, é fundamental uma recuperação consistente acima de US$ 70.700, devolvendo o preço para cima do gamma flip e permitindo que novas estruturas de proteção voltem a se formar.

No comportamento dos investidores, há sinais claros de capitulação do varejo. No dia 5 de fevereiro, as entradas de Bitcoin na Binance vindas de investidores iniciantes ultrapassaram 1.000 BTC em um único dia, um volume muito acima da média mensal recente. Movimentos desse tipo costumam ocorrer em momentos de medo elevado, quando investidores menos experientes liquidam posições sob pressão.

Essa leitura é reforçada por indicadores de sobre-venda. O Bitcoin se encontra em níveis historicamente extremos quando analisado pelas Bandas de Bollinger do STH MVRV, patamares que, no passado, antecederam fases de recuperação significativa de preço, ainda que não de forma imediata.

Enquanto o varejo reduz exposição, os dados mostram o movimento oposto do chamado dinheiro inteligente. Os endereços de acumulação registraram seus maiores fluxos de entrada desde 2021, justamente com o preço consolidando próximo aos US$ 70 mil. Esse comportamento indica absorção de oferta e reforça a assimetria de risco que começa a se formar.

A  semana será definida menos por narrativas e mais por níveis-chave. A permanência abaixo do gamma flip mantém o mercado frágil, mas cada nova rodada de medo aumenta a assimetria a favor de quem opera com horizonte mais longo. Acima de US$ 70.700, o cenário começa a mudar. 

7h40

O preço do Bitcoin (BTC), na manhã desta segunda-feira, 09/02/2026, está cotado em R$ 362.332,05. Os touros ensaiaram uma recuperação após a queda do BTC para US$ 60 mil e conseguiram elevar o preço para US$ 71 mil no final de semana, no entanto, a segunda-feira já começa com a criptomoeda recuando cerca de 1,5% e voltando a ficar abaixo de US$ 69 mil, deixando os traders em long apreensivos com uma nova onda de liquidações.

André Franco, CEO da Boost Research, Bitcoin afirma que os mercados globais demonstraram forte movimento de alta, com ações asiáticas liderando os ganhos impulsionadas por um rali em tecnologia e a perspectiva de maior estímulo fiscal no Japão após a vitória do primeiro‑ministro Sanae Takaichi, além de um rebound em ações de chips nos EUA.

Além disso, ele aponta que o índice Nikkei atingiu máximas históricas, enquanto outros mercados da região também avançaram. A melhora do sentimento refletiu nas expectativas de que dados econômicos e indicadores na semana reforcem a chance de cortes de juros pelo Federal Reserve mais à frente, potencialmente em junho, e reduzam a aversão ao risco global.

Já o Bitcoin, cotado aproximadamente em US$ 71.100, tem uma expectativa de curto prazo neutra a levemente positiva. O rali global em tecnologia e o sentimento de liquidez renovado tendem a favorecer classes de ativos de risco, incluindo criptoativos como o BTC, no curtíssimo prazo, especialmente se os investidores interpretarem a alta dos mercados acionários como sinal de disposição maior a risco. No entanto, a ausência de um catalisador específico para cripto e a recente volatilidade técnica nos mercados digitais sugerem que o Bitcoin pode consolidar ou avançar moderadamente, apoiado pelo fluxo de risco positivo, mas sem um impulso altista forte imediato.

Bitcoin análise técnica

Nildson Alves, CEO da Onda Finance, destacou que a recuperação do Bitcoin acima dos US$ 70 mil na sexta-feira não deve ser lida como uma mudança estrutural de tendência, mas como um movimento técnico dentro de um mercado ainda em ajuste. Após dias de forte pressão vendedora, o que vimos foi uma recomposição pontual de posições, típica de ambientes de bear market, onde ralis de alívio coexistem com um pano de fundo ainda frágil.

Não houve uma mudança estrutural no cenário macro ou regulatório que justificasse um novo bull market. As condições globais seguem marcadas por aversão a risco, juros elevados por mais tempo e um investidor institucional muito mais seletivo. O fluxo de capital continua sendo o principal termômetro. Sem retomada consistente de inflows — especialmente via ETFs e instrumentos institucionais — qualquer alta tende a ser frágil e sujeita a reversões rápidas.

Do ponto de vista de ciclo, segundo Alves, é importante reconhecer que o Bitcoin parece atravessar um período clássico de bear market, ainda que diferente dos anteriores. Historicamente, os ciclos de baixa vêm se encurtando, mas continuam existindo. Modelos baseados em comportamento on-chain e duração de ciclos anteriores apontam que o mercado ainda pode testar níveis mais baixos antes de encontrar um fundo mais sólido, com a região de US$ 60 mil aparecendo como um possível ponto de exaustão do movimento vendedor.

Isso não invalida o Bitcoin como ativo estrutural de longo prazo, mas reforça uma distinção importante: preço e tese não caminham juntos no curto prazo. O mercado está em modo defensivo, privilegiando liquidez, proteção e ativos tradicionais, enquanto o cripto ainda busca um novo equilíbrio entre oferta, demanda e fluxo institucional.Para frente, o comportamento do Bitcoin tende a ser marcado por volatilidade elevada, ralis técnicos e novas correções. A pergunta central não é se o preço consegue sustentar os US$ 70 mil por alguns dias, mas quando o capital institucional voltará de forma consistente. Até lá, movimentos de recuperação devem ser vistos mais como respiros dentro de um ciclo de ajuste do que como o início de uma nova pernada de alta.”

Na mesma linha, Ricardo Dantas, CEO da Foxbit, afirma que ainda é cedo para afirmar que o mercado encontrou um fundo definitivo, e novas oscilações podem acontecer.

O que reforçamos é que o Bitcoin segue sendo um ativo de longo prazo e decisões de entrada fazem mais sentido quando fazem parte de uma estratégia consistente, alinhada ao perfil do investidor e à capacidade de lidar com volatilidade. Tentar acertar o fundo, historicamente, é um dos maiores desafios desse mercado”.

Queda não deve parar tão já

Para o analista da 21shares Maximiliaan Michielsen, há uma combinação de fatores que estão levando o ativo e o mercado cripto como um todo para esse nível. E que os próximos passos vão definir se o Bitcoin está corrigindo os excessos ou se uma mudança mais significativa está a caminho.

“O Bitcoin voltou a se aproximar de níveis vistos pela última vez antes da alta provocada pelas eleições no fim de 2024, com os preços chegando a cair brevemente para a faixa dos US$ 69.000 na manhã de quinta-feira. O movimento praticamente desfaz vários meses de ganhos, e a velocidade da queda tem chamado atenção. Uma forte redução de alavancagem teve papel fundamental, já que liquidações forçadas aceleraram o movimento de baixa antes que a demanda no mercado à vista começasse a estabilizar os preços. Em uma perspectiva de longo prazo, o Bitcoin agora testa uma região que historicamente tem sido relevante para o ciclo mais amplo, levantando a questão sobre se isso se trata de uma correção profunda dentro de uma tendência ainda em curso ou de uma mudança mais significativa na estrutura do mercado”.

Michielsen prossegue dizendo que as condições macroeconômicas também adicionam pressão. A reprecificação das expectativas de juros, assim como uma venda generalizada no setor de tecnologia, têm pesado sobre os ativos de risco de forma mais ampla, e o mercado cripto não ficou imune.

Por enquanto, o mercado parece estar em uma fase de reavaliação. O comportamento dos preços nos níveis atuais provavelmente determinará se essa retração será apenas um ajuste para eliminar excessos ou o início de uma correção mais prolongada. Caso esses preços não se sustentem, o cenário passa a ser de baixa, com possibilidade de recuo para a faixa de US$ 55 mil a US$ 60 mil, próxima tanto do preço realizado quanto da média móvel de 200 semanas”.

Portanto, o preço do Bitcoin em 09 de fevereiro de 2026 é de R$ 362.332,05. Neste valor, R$ 1.000 compram 0,0027 BTC e R$ 1 compram 0,0000027 BTC.

As criptomoedas que estão registrando as maiores altas no dia 09 de fevereiro de 2026, são: Humanity Protocol (H), Decred (DCR) e World Liberty Finance (WLFI) com altas de 10%, 7% e 6% respectivamente.

As criptomoedas que estão registrando as maiores baixas no dia 09 de fevereiro de 2026, são: Memecore (M), Jupter (JUP) e Lighter (LIT), com quedas de -8%, -7% e -6% respectivamente.

O que é Bitcoin?

O Bitcoin (BTC) é uma moeda digital, que é usada e distribuída eletronicamente. O Bitcoin é uma rede descentralizada peer-to-peer. Nenhuma pessoa ou instituição o controla.

O Bitcoin não pode ser impresso e sua quantidade é muito limitada – somente 21 milhões de Bitcoin podem ser criados. O Bitcoin foi apresentado pela primeira vez como um software de código aberto por um programador ou um grupo de programadores anônimos sob o codinome Satoshi Nakamoto, em 2009.

Houve muitos rumores sobre a identidade real do criador do BTC, entretanto, todas as pessoas mencionadas nesses rumores negaram publicamente ser Nakamoto.

O próprio Nakamoto afirmou ser um homem de 37 anos que vive no Japão. No entanto, por causa de seu inglês perfeito e seu software não ter sido desenvolvido em japonês, há dúvidas sobre essas informações. Por volta da metade de 2010, Nakamoto foi fazer outras coisas e deixou o Bitcoin nas mãos de alguns membros proeminentes da comunidade BTC.

Para muitas pessoas, a principal vantagem do Bitcoin é sua independência de governos mundiais, bancos e empresas. Nenhuma autoridade pode interferir nas transações do BTC, importar taxas de transação ou tirar dinheiro das pessoas. Além disso, o movimento Bitcoin é extremamente transparente – cada transação única é armazenada em um grande ledger (livro-razão) público e distribuído, chamado Blockchain.

Essencialmente, como o Bitcoin não é controlado como uma organização, ele dá aos usuários controle total sobre suas finanças. A rede Bitcoin compartilha de um ledger público chamado “corrente de blocos” (block – bloco, chain – corrente).

Se alguém tentar mudar apenas uma letra ou número em um bloco de transações, também afetará todos os blocos que virão a seguir. Devido ao fato de ser um livro público, um erro ou uma tentativa de fraude podem ser facilmente detectados e corrigidos por qualquer pessoa.

A carteira do usuário pode verificar a validade de cada transação. A assinatura de cada transação é protegida por assinaturas digitais correspondentes aos endereços de envio.

Devido ao processo de verificação e, dependendo da plataforma de negociação, pode levar alguns minutos para que uma transação BTC seja concluída. O protocolo Bitcoin foi projetado para que cada bloco leve cerca de 10 minutos para ser minerado.

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Este artigo não contém conselhos ou recomendações de investimento. Toda decisão de investimento e negociação envolve riscos, e os leitores devem realizar sua própria pesquisa antes de tomar uma decisão.



Fonte UOL

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