Bolsas da Europa fecham em queda com cautela após balanços e sinais econômicos mistos

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As bolsas da Europa fecharam em queda nesta quinta-feira, 5, pressionadas pela cautela em torno balanços corporativos de bancos e sinais mistos da economia. Investidores reagiram ainda à manutenção dos juros pelo Banco Central Europeu (BCE) e pelo Banco da Inglaterra (BoE, em inglês). Ainda, a liquidação de commodities pesou sobre papéis do setor.

Em Londres, o FTSE 100 fechou em queda de 0,90%, a 10.309,22 pontos. Em Frankfurt, o DAX caiu 0,63%, a 24.448,58 pontos. Em Paris, o CAC 40 perdeu 0,29%, a 8.238,17 pontos. Em Milão, o FTSE MIB recuou 1,75%, a 45.819,57 pontos. Em Madri, o Ibex 35 caiu 1,90%, a 17.758,30 pontos. Em Lisboa, o PSI 20 perdeu 1,16% a 8.779,01 pontos. As cotações são preliminares.

Em Madri, o Santander recuou 2%, ampliando perdas após anunciar a compra do Webster Financial, colocando em segundo plano resultados acima do esperado. O BBVA também cedia 7,9%, depois de frustrar expectativa de lucro no quarto trimestre. Outros grandes bancos europeus também recuavam, com o subíndice do Stoxx 600 em queda de 3,3%. Na contramão, o BNP Paribas avançou 1,5% em Paris, após elevar metas de médio prazo.

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No setor de saúde, a Novo Nordisk cedeu 7,8% em Copenhague, com receios de maior concorrência nos EUA, após a Hims & Hers anunciar a oferta de uma versão manipulada do comprimido do Wegovy a preço inferior.

Em Londres, a Shell caiu 3,5% depois de divulgar lucro trimestral abaixo do consenso, em meio à queda dos preços do petróleo. Entre mineradoras, Fresnillo, Antofagasta e Anglo American recuaram cerca de 5,9%, 3% e 3%, respectivamente, também em linha com metais básicos e preciosos.

Entre as ações de defesa, a Rheinmetall cedeu cerca de 6,6% em Frankfurt, após sinalizar projeções preliminares mais fracas para 2026, em um contexto de menor prêmio geopolítico.

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No fronte macro, o BCE manteve suas taxas pela quinta vez consecutiva, decisão amplamente esperada. Na visão do Citi, não há razões imediatas para mudanças na política monetária. No Reino Unido, o presidente do BoE, Andrew Bailey, afirmou que o processo de desinflação está “no caminho certo” e mais avançado do que o previsto, elevando a confiança em alcançar a meta de 2% até meados de 2027.

Dados mostraram ainda que as encomendas à indústria alemã superaram as expectativas, enquanto as vendas no varejo da zona do euro recuaram mais do que o esperado.



Fonte Infomoney

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