Fundada em 2017, a Setta Energia construiu sua trajetória acompanhando a evolução do mercado de energia solar no Brasil. O que começou com uma usina de 30 kW e cerca de 100 módulos fotovoltaicos deu origem a uma operação verticalizada que hoje soma 60 MW de potência instalada em Pernambuco e no Rio Grande do Norte, com mais de 100 mil módulos em operação.
Criada por sócios com experiência no setor elétrico, a empresa nasceu da percepção de que, apesar do avanço da geração solar, grande parte dos consumidores ainda enfrentava barreiras técnicas e financeiras para investir em sistemas próprios. A resposta foi a criação do modelo de energia por assinatura, que dispensa investimento inicial e obras.
Do projeto ao modelo de usinas próprias
Nos primeiros anos, a Setta Energia atuou na venda e implantação de sistemas fotovoltaicos para empresas e residências, acompanhando todas as etapas, do projeto à instalação. Com o amadurecimento do mercado, a companhia migrou para um modelo baseado em usinas próprias e na compensação de energia para consumidores finais.
Na prática, o cliente passa a consumir energia limpa gerada pelas usinas da Setta, com desconto na conta de luz, sem necessidade de comprar equipamentos ou realizar obras.
Modelo verticalizado e aposta em tecnologia
O principal diferencial da Setta é o modelo totalmente verticalizado. A empresa desenvolve os ativos, opera as usinas, gerencia os contratos e compensa a energia.
Além disso, investe em tecnologia, Inteligência Artificial, softwares próprios e aplicativo, o que permite atender desde pequenas indústrias até consumidores residenciais. Incluindo moradores de condomínios verticais.
No fim de 2024, a companhia estruturou a oferta para pessoa física. Com isso, a base de clientes cresceu de cerca de 2 mil para mais de 6 mil em 2025.
Energia solar como estratégia para empresas e residências
Para pequenas indústrias, a energia solar representa redução de custos operacionais e maior previsibilidade financeira. Já para consumidores residenciais, o impacto aparece diretamente no orçamento mensal.
A Setta, portanto, viabiliza essa transformação ao oferecer energia mais barata, sem investimento inicial, sem obras e sem fidelidade contratual, atendendo desde indústrias até moradores de apartamentos.
Investimentos e planos de crescimento
A empresa já viabilizou mais de R$ 300 milhões em investimentos em ativos de geração solar e atualmente compensa mais de 8 milhões de kWh por mês para sua base de clientes.
Para se ter uma ideia, no fim do ano passado, a capacidade instalada foi suficiente para atender o equivalente a 32 mil residências por mês, considerando um consumo médio de 250 kWh. A meta agora é dobrar esse volume até 2028.
Desafios regulatórios e adaptação
Mas como nem tudo são flores, a Setta Energia também enfrentou períodos desafiadores durante a pandemia e com mudanças regulatórias importantes, como a Resolução 1.000 da Aneel e a Lei 14.300.
Vale saber que a Resolução 1.000 consolidou os direitos e deveres dos consumidores de energia elétrica em um único normativo, trazendo mais transparência e previsibilidade. Já a Lei 14.300 instituiu o marco legal da micro e minigeração distribuída, criando regras de transição para a cobrança pelo uso da rede e garantindo segurança jurídica ao setor.
Segundo a empresa, a resposta foi uma adaptação rápida, revisão de estratégias e fortalecimento da governança.
A parceria com a XP teve início a partir do alinhamento de visão sobre investimentos em ativos reais e crescimento de longo prazo. A instituição atua na estruturação financeira, governança e apoio estratégico da companhia.
Para a Setta, o acordo reforça a credibilidade institucional e amplia o acesso a capital para sustentar os ciclos de investimento em geração solar.
Com escala, tecnologia e um modelo baseado em energia por assinatura, a empresa aposta na consolidação como uma das principais plataformas de geração distribuída do Nordeste, com foco em dobrar de tamanho até 2028.
FonteAgência Brasil