ONU quer que Fórum de Davos responda desafios como fome e migração

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Foi aberta, em Davos, na Suíça, a Reunião Anual de 2026 do Fórum Econômico Mundial, cujo tema é “Um Espírito de Diálogo”.

O encontro, iniciado na segunda-feira, abordará cinco desafios cruciais: cooperação em um mundo em conflito, desbloqueio de novas fontes de crescimento, investimento em pessoas, implementação responsável de inovações e geração de prosperidade dentro dos limites planetários.

Oportunidades ligadas à migração

A presidente da Assembleia Geral da ONU, Annalena Baerbock, e diversos chefes de agências das Nações Unidas participam dos debates.  Este ano, no entanto, o secretário-geral da organização, António Guterres, teve de cancelar sua participação de última hora como informou seu vice-porta-voz, Farhan Haq.

Haq contou que Guterres cancelou a participação, quando já estava a caminho do evento, por causa de um resfriado forte. Guterres aproveitou a passagem por Genebra, na Suíça, para se reunir com seus enviados especiais e representantes.

Esta seria a última aparição do secretário-geral, em Davos, uma vez que ele deixa o cargo em 31 de dezembro deste ano.

Já a diretora-geral da Organização Internacional para Migrações, OIM, Amy Pope, deverá falar, no Fórum de Davos, sobre como mobilidade bem gerida pode transformar a migração de um desafio em uma oportunidade para o crescimento econômico e a estabilidade. 

A OIM busca reduzir a dependência de longo prazo da ajuda humanitária e apoiar a prosperidade inclusiva.

Piora da fome no mundo

O Programa Mundial de Alimentos, WFP, pediu em nota que os líderes políticos e empresários reunidos em Davos somem capacidades e recursos para combater a fome. 

A agência estima que impressionantes 318 milhões de pessoas já enfrentam níveis graves de fome este ano. 

As previsões atuais indicam que o financiamento do WFP é menos da metade do necessário, de US$ 13 bilhões para alcançar 110 milhões de pessoas, cerca de um terço dos mais vulneráveis. 

Essa lacuna de financiamento significa cortes nas refeições, redução de provisões alimentares e uma crise de fome cada vez mais profunda que custará inúmeras vidas.

*Felipe de Carvalho é redator da ONU News.



Fonte ONU

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