Acordo UE–Mercosul: Fiesp diz que desafio começa agora

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Paulo Skaf, da Fiesp
Paulo Skaf (foto de Valter Campanato, ABr)

A Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp) expressou seu “entusiasmo”, nesta sexta-feira, com a autorização para a assinatura do Acordo Comercial entre o Mercado Comum do Sul (Mercosul) e a União Europeia (UE), considerando o acordo um passo significativo no contexto da transformação do comércio internacional.

“O texto não é perfeito, mas foi o melhor acordo possível para conciliar os interesses de 31 países em um cenário de transformação do comércio internacional”, declarou a Fiesp.

O presidente da Fiesp, Paulo Skaf, afirmou que o principal desafio começa após a conclusão das negociações, que se estenderam por 26 anos. “Para a Fiesp, o trabalho de verdade começa agora. Caberá a todos nós inovar, melhorar a produtividade e buscar incessantemente a excelência em nossas fábricas, onde já competimos em pé de igualdade com os concorrentes europeus”, acredita.

Na indústria, o acordo prevê redução imediata de tarifas para máquinas e equipamentos de transporte como motores e geradores para energia elétrica, motores de pistão (autopeças) e aviões. Todos representam áreas estratégicas para inserção competitiva do Brasil, segundo a Agência Brasileira de Promoção de Exportação e Investimentos (ApexBrasil). Também haverá oportunidade positiva para couro e peles, pedras de cantaria, facas e lâminas e produtos químicos.

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Jorge Viana, ApexBrasil)Jorge Viana, ApexBrasil)
Jorge Viana (foto divulgação ApexBrasil)

O presidente da Agência, Jorge Viana, destacou a qualidade da pauta exportadora brasileira com o bloco. “Mais de um terço daquilo que o Brasil exporta para a região é composto de produtos da indústria de processamento. Temos um comércio de excelente qualidade com a União Europeia”, ressaltou.

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Acordo UE-Mercosul deve turbinar exportações brasileiras de commodities

O chefe de Assuntos Estratégicos da ApexBrasil Europa, Aloysio Nunes, que calcula em US$ 7 bilhões o aumento das exportações brasileiras para a União Europeia. Especialistas, porém, indicam que esse acréscimo será basicamente de commodities agrícolas e minerais.

Para Viana, “esse acordo segue no sentido contrário ao que o mundo está andando. A própria Organização Mundial do Comércio perdeu importância, e nós estamos falando aqui do maior acordo econômico do mundo”, destacou.

“Estamos falando de uma população de mais de 700 milhões de habitantes e de um PIB de perto de US$ 22 trilhões”, ressaltou Viana. “É o segundo fluxo comercial que o Brasil tem com o mundo, só perde para a China, e o mais importante: é um comércio equilibrado, praticamente 50 a 50”, afirmou.

Haverá redução gradativa, até zerar, das tarifas sobre diversas commodities (sujeitos a cotas). Destacam-se os principais produtos brasileiros exportados em 2025: carne de aves, carne bovina e etanol.

O Mercosul é composto por Argentina, Brasil, Uruguai, Paraguai e Bolívia, e atualmente a presidência rotativa semestral é exercida pelo governo paraguaio.

Com informações da Agência Xinhua

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Fonte Monitor Mercantil

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