Zinit recebe aporte de US$ 8 milhões e amplia operação no Brasil

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A Zinit, startup de e-sourcing com uso de inteligência artificial aplicada a processos de compras corporativas, recebeu um aporte de US$ 8 milhões em uma rodada seed liderada pela AltaIR Capital, com participação da DVC, que atuará como consultora em temas relacionados à IA. Com sede em Dubai, a empresa passa a acelerar sua estratégia de expansão no Brasil, mercado onde opera desde maio de 2025, e nos Estados Unidos.

Avaliada em US$ 48 milhões, a Zinit oferece uma plataforma SaaS voltada ao mercado B2B para automação de compras de materiais e serviços indiretos, como manutenção, equipamentos, insumos, software, hardware, logística e utilidades. A solução conecta empresas a um ecossistema com mais de 25 milhões de fornecedores e permite a publicação de solicitações de propostas, condução de negociações e contratação de fornecedores dentro de um único sistema.

Segundo a companhia, a tecnologia utiliza recursos de inteligência artificial e machine learning para identificar, avaliar e negociar com fornecedores, com o objetivo de reduzir o tempo do ciclo de compras e gerar economia nos processos. Anton Buzdalin, cofundador da Zinit, afirma que a plataforma atua de forma distinta conforme o tipo de gasto. “Nos gastos essenciais, a Zinit acelera o fornecimento com o apoio da inteligência artificial, aliando transparência total, integração ágil e análises avançadas. Já nos gastos indiretos e não essenciais, oferecemos um processo de compra autônomo”, explica.

Fundada em 2023 por Anton Buzdalin e Andrey Chernogorov, a Zinit foi criada a partir da experiência prévia dos fundadores com a Bidzaar, plataforma de sourcing que movimentou US$ 15 bilhões em GMV. Desde o início das operações, a startup afirma ter viabilizado mais de 350 processos de solicitações de propostas, com crescimento médio mensal de 50%, e atua em mercados como Índia, Indonésia e Malásia, além do Oriente Médio.

Zinit no Brasil

No Brasil, a empresa direciona sua estratégia à digitalização do chamado tail spend, parcela das compras corporativas caracterizada por itens de menor valor unitário e alta recorrência. De acordo com Sergey Bekker, CEO da Zinit Brasil, o país é considerado prioritário para a expansão da companhia. “O Brasil é um mercado estratégico. As empresas buscam eficiência, velocidade e governança, e estamos priorizando provas de conceito com clientes locais para demonstrar o funcionamento da nossa tecnologia”, afirma.

A operação brasileira também conta com Michel Boczko, Chief Revenue Officer (CRO), que lidera as frentes comerciais no país. Para ele, a proposta da Zinit é oferecer um modelo de compras corporativas baseado em automação e ecossistema aberto. “Criamos um ambiente competitivo e auditável, com foco na digitalização dos processos de sourcing”, diz.

Os recursos captados serão destinados ao desenvolvimento de tecnologias proprietárias, como motores de negociação baseados em IA, fluxos autônomos de compras, algoritmos de precificação e ferramentas para geração automática de convites e propostas. A startup também pretende utilizar o capital para sustentar sua expansão em mercados considerados maduros para adoção de soluções de automação de compras corporativas.

Alexandre Ferraz de Moura, executivo de Procurement e Supply Chain e membro do conselho do Inbrasc, avalia que a aplicação prática da tecnologia é um fator relevante no setor. “Procurement continua sendo uma área transacional nas empresas, e plataformas que geram impacto direto em custos e retorno sobre investimento tendem a ganhar espaço”, afirma.

Na avaliação de Cilene Bim, CEO da Nova Solução Consultoria, o mercado brasileiro apresenta desafios estruturais nos processos de compras. “Os principais gargalos ainda são a lentidão, a baixa visibilidade sobre fornecedores e a ausência de indicadores claros. Soluções com foco em automação e dados podem apoiar mudanças na forma como as áreas de compras operam”, diz.




Fonte Startupi

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