‘Penso que acordo Mercosul-União Europeia será assinado em 20 de dezembro’, diz Lula

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Sinal verde para acordo Mercosul-UE?

O que Macron responde a enviado especial do Estadão a Belém. Crédito: Felipe Frazão/Estadão

RIO e BRASÍLIA — O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou neste domingo, 23, que o acordo entre o Mercosul e a União Europeia será assinado em dezembro. “Posso lhe garantir que, no dia 20 de dezembro, estarei assinando o acordo União Europeia-Mercosul […] É um acordo que envolve praticamente 722 milhões de habitantes e US$ 22 trilhões de PIB. É, possivelmente, o maior acordo comercial do mundo”, disse Lula.

A declaração foi feita durante entrevista a jornalistas na Cúpula do G-20, em Joanesburgo, na África do Sul. Lula disse que a assinatura deve ser feita em Brasília. Antes, havia a dúvida se seria feita na capital ou em Foz do Iguaçu (PR). “Vou fazer em Brasília, porque, possivelmente, temos um problema com o Paraguai, que não pode participar no dia 20. Possivelmente, a gente marque a reunião do Mercosul para o começo de janeiro e a gente assina no dia 20 de dezembro”, declarou.

O presidente afirmou ainda que, depois da assinatura, “terá muita tarefa para começar a usufruir das benesses” do acordo. Perguntado sobre como foram as conversas com o presidente da França, Emmanuel Macron, Lula respondeu: “Não estou fazendo com a França, estou fazendo acordo com a União Europeia”.

Lula contou que seguirá para Moçambique após participar da reunião de Cúpula do G-20, retornando ao Brasil em seguida. O presidente disse que não pretende mais viajar neste ano, com exceção do deslocamento necessário para assinatura do acordo entre o Mercosul e a União Europeia, o que poderia ocorrer em Foz do Iguaçu ou em Brasília mesmo.

Lula concedeu entrevista coletiva de imprensa após participação na 6ª Cúpula de Líderes do Fórum de Diálogo Índia-Brasil-África do Sul (IBAS), evento à margem da Cúpula de Líderes do G-20 em Johanesburgo.

“Voltarei ao Brasil e não pretendo viajar mais até o fim do ano”, disse Lula, acrescentando que a exceção seria para a assinatura do acordo entre os dois blocos econômicos. “Posso viajar para Foz do Iguaçu, ou em Brasília mesmo, para acordo do Mercosul-União Europeia.”

O presidente brasileiro lembrou que 2026 será ano eleitoral, mas que, até maio, o País ainda terá uma agenda internacional intensa.

O brasileiro lembrou que tem visita à Índia no ano que vem, dois países “muitos grandes” para o fluxo comercial que têm.

“Mesmo em ano eleitoral, vou receber Canadá, África do Sul e, talvez, a Coreia”, disse ele.

O presidente declarou que espera pelo momento em que vai anunciar ter criado 500 novos mercados para o Brasil. “O Brasil não depende de um só país; quanto mais país pudermos visitar, melhor”, declarou.



Fonte ONU

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