Fed e fluxos impactam criptoativos

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A principal criptomoeda global, o bitcoin (BTC), registra um desempenho negativo persistente, consolidando a mínima em sete meses. Nesta terça-feira (18), o ativo digital chegou a ser negociado abaixo do patamar de US$ 90 mil, marcando seu valor mais baixo desde 22 de abril. A trajetória descendente acompanha um pessimismo disseminado no ambiente de ativos digitais, corroborado pelo índice Fear & Greed, termômetro da percepção do mercado. O indicador aponta apenas 11 pontos, situando-se na zona de medo extremo, evidenciando uma aversão completa ao risco.

Às 10h21 (horário oficial de Brasília), o bitcoin apresentava desvalorização de 3,4% nas últimas 24 horas, sendo cotado em US$ 91.591. As altcoins acompanham o movimento: o ether (ETH), da rede Ethereum, recua 3,4%, negociado a US$ 3.050; o XRP, token de pagamentos da Ripple, cai 3,1%, para US$ 2,18; solana (SOL) desvaloriza 2,2%, a US$ 137,78; e o BNB, da Binance Smart Chain, registra perdas de 0,9%, cotado em US$ 916,58. O valor total de mercado dos criptoativos soma US$ 3,22 trilhões.

Macroeconomia e desconfiança

O movimento de baixa do bitcoin, que se acentuou desde meados de outubro, está fundamentalmente ligado à diminuição das expectativas de que o Federal Reserve (Fed) realize um corte de juros nos Estados Unidos no próximo mês de dezembro. Informações da Wintermute, empresa de trading algorítmico, indicam que a probabilidade de tal redução das taxas caiu drasticamente de 70% para 42% em uma semana. Este cenário foi amplificado pela recente paralisação do governo americano, o shutdown, que impediu a divulgação de dados macroeconômicos vitais, como os do mercado de trabalho.

A incerteza gerada pelo contexto norte-americano, que incluiu o adiamento da aprovação de um projeto de financiamento governamental, levou o índice VIX, conhecido como indicador de medo de Wall Street, a subir 15%. A retomada das atividades governamentais sugere que o banco central americano agirá com maior prudência, reduzindo a expectativa de alívio monetário neste ano. A ferramenta CME FedWatch projeta agora uma probabilidade de corte de 45% em dezembro, um contraste expressivo com os 94% observados um mês antes.

Correção pós-recorde e perspectivas

A queda do bitcoin se acentuou após o ativo atingir sua máxima histórica no começo de outubro, ultrapassando os US$ 126 mil. Analistas observam que, além da realização de lucros, um movimento natural de correção após um recorde, em que a venda aumenta a oferta e dilui o preço, o movimento atual vai além do padrão de ajuste.




Fonte Startupi

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