O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, afirmou que 10% da gasolina refinada pela empresa estatal de petróleo Ecopetrol “acaba nas mãos da máfia para a produção de cocaína”, escreveu o presidente em sua conta no X.
“É como um subsídio estatal aos narcotraficantes”, criticou o presidente em uma mensagem na qual ele também pediu que a empresa quebrasse “imediatamente” as regras que permitem que “a gasolina oficial seja bombeada para laboratórios de drogas”.
De acordo com Petro na rede social, esse “sistema de subsídios” foi permitido pela administração anterior de Joe Biden nos EUA, a quem ele afirma ter pedido, sem sucesso, nomes de pessoas de confiança para reforçar a segurança privada da Ecopetrol.
Em sua conta, o presidente colombiano também fez alusão à investigação publicada por “La Silla Vacía” e “Noticias Caracol”, que revela um possível favorecimento da Ecopetrol à empresa Gaxi S.A., ligada a um amigo próximo do presidente da empresa petrolífera, Ricardo Roa, para implementar e operar um navio com capacidade de regaseificar gás importado.

“Quando pedi à Ecopetrol que competisse na importação de gás em caráter temporário para conseguir uma diminuição da demanda interna por esse hidrocarboneto fóssil, eu disse: 1. que o objetivo era baixar o preço do gás importado, que é mais alto do que o preço internacional devido à especulação, e 2. que a Ecopetrol, e não um intermediário privado, deveria realizar a operação”, disse ele.
Europa Press

Fonte Monitor Mercantil