A economia dos EUA registrou 29 mil novos empregos durante o mês de setembro, uma moderação significativa em relação ao bom desempenho já observado em agosto, que encerrou com 133 mil novos empregos, de acordo com os dados divulgados nesta sexta-feira pelo Departamento do Trabalho.
Nesse sentido, o governo norte-americano revisou para baixo a criação de empregos do mês de agosto, passando de 162 mil novos trabalhadores no mercado de trabalho para 133 mil, após dados que levaram o presidente Donald Trump a solicitar reduções nas taxas de juros.
Por outro lado, a taxa de desemprego aumentou ligeiramente para 4,2%, ante os 4,1% registrados no mês anterior, com um número total de desempregados de 7,1 milhões.
Segundo o economista Carlos Lopes, do Banco BV, “tivemos uma divulgação com números abaixo do esperado em vários aspectos: tanto na criação de vagas quanto no aumento da taxa de desemprego e também em um crescimento menor dos salários do que o esperado. De modo geral, portanto, a leitura do indicador foi mais fraca.”
“Isso certamente não muda, por si só, a decisão do Fed, já que o mercado de trabalho não é o único determinante. Mas o dado retira a urgência de uma alta de juros em outubro. Os mercados já precificavam uma probabilidade abaixo de 30% para uma alta na próxima reunião, e acredito que esse dado mais fraco ajude a reduzir ainda mais essa possibilidade”, diz.
Ainda segundo ele, o Fed continua tendo como principal foco de atenção a dinâmica inflacionária, mas esses dados mais fracos de atividade econômica e do mercado de trabalho ajudam a diminuir a urgência de uma nova alta. Assim, aumentam as chances de vermos uma elevação apenas em dezembro, e não na reunião de outubro.”
Matéria atualizada às 11h, com opinião de especialista
Com informações da Europa Press

Fonte Monitor Mercantil