Trump afirma que os EUA podem renomear o Lago Ontário como ‘Lago América’

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta terça-feira, 25, que está considerando renomear o Lago Ontário como “Lago América”. A declaração ocorre em meio à escalada da guerra comercial dos EUA com o Canadá.

O Lago Ontário fica na fronteira entre os dois países, com o estado de Nova York de um lado e Toronto, capital da província canadense de Ontário, do outro.

“Os Estados Unidos estão considerando seriamente mudar o nome do Lago Ontário para Lago América, já que não esperamos mais fazer muitos negócios com Ontário”, disse Trump em sua plataforma Truth Social.

O Lago Ontário fica na fronteira entre os dois países, com o estado de Nova York de um lado e Toronto, capital da província canadense de Ontário, do outro. Foto: Rodrigo M. Nunes/Adobe Stock

Trump afirma que os EUA podem renomear o Lago Ontário como Lago América Foto: Reprodução/truthsocial@realDon

Guerra comercial

O Canadá prometeu divulgar nesta terça-feira, uma resposta às novas tarifas impostas por Trump. O governo canadense anunciou na noite de segunda-feira que os ministros das Finanças, da Indústria e do Trabalho, além de outras autoridades, realizarão uma coletiva de imprensa em Ottawa para detalhar as medidas destinadas a proteger trabalhadores e empresas do país.

Canadá e Estados Unidos não chegaram a um acordo na sexta-feira para evitar novas tarifas americanas de 50% sobre determinados produtos canadenses, após semanas de negociações. As medidas entraram em vigor no sábado, e Ottawa anunciou que adotaria tarifas retaliatórias.

Na segunda-feira, Trump afirmou ainda que pretende dobrar, a partir do próximo ano, as tarifas sobre automóveis canadenses, elevando a alíquota para 50%. Atualmente, os veículos produzidos no Canadá estão sujeitos a uma tarifa americana de 25% sobre o conteúdo não americano. O aço importado pelos Estados Unidos, por sua vez, geralmente é tributado em 50%.

Após rejeitar o que classificou como um “mau acordo”, o primeiro-ministro canadense, Mark Carney, anunciou tarifas retaliatórias com início previsto para 8 de setembro. As medidas atingirão as indústrias siderúrgica e de laticínios dos Estados Unidos, além de setores como equipamentos agrícolas, papel e eletrônicos.

O primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney  Foto: POOL/ AFP

Carney afirmou na segunda-feira que o objetivo das negociações com Washington sempre foi alcançar “o melhor acordo para os canadenses”, e não aceitar um acordo “a qualquer preço ou em qualquer prazo”.

Segundo o primeiro-ministro, os Estados Unidos tentaram impor condições que poderiam prejudicar setores estratégicos da economia canadense, incluindo as indústrias automotiva, siderúrgica e de alumínio. Ele também afirmou que os negociadores americanos buscaram, na última hora, restringir acordos comerciais do Canadá com outros países.

Carney disse ainda que as negociações envolveram “ameaças” consideradas inaceitáveis à língua francesa e à cultura de Quebec, província francófona no leste do país.

Em um evento separado na segunda-feira, o vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, atribuiu o fracasso das negociações às “exigências descabidas de última hora” apresentadas pelo Canadá.

Os Estados Unidos são o principal parceiro comercial do Canadá. Cerca de 70% das exportações canadenses têm como destino o país vizinho. O Canadá, por sua vez, é o segundo maior parceiro comercial dos Estados Unidos em bens neste ano, atrás apenas do México, segundo dados do governo americano. /Com informações da AFP



Fonte
ONU

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