Concessões de iluminação pública comprovam redução do consumo de energia, aumento da segurança e ganhos ambientais, diz ABCIP

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Em pleno desenvolvimento, desde a primeira Parceria Público-Privada (PPP) de iluminação pública em 2014, as concessões do setor seguem avançando graças à combinação de políticas públicas para atrair o capital privado e esforços conjuntos de integração e articulação de interesses em municípios e regiões de forma a implementar soluções que exigem escala. De acordo com dados da Associação Brasileira das Concessionárias de Iluminação Pública e Cidades Inteligentes (ABCIP), o segmento soma hoje 158 contratos de concessão em 187 municípios, beneficiando 27% da população brasileira, com a expectativa de atingir mais 25 cidades ainda neste ano. 

A movimentação, segundo a associação, é resultado da comprovação de que os projetos de modernização de iluminação pública reduzem o consumo de energia, diminuem os gastos, promovem ganhos ambientais e ainda aumentam a sensação de segurança. Caso exemplar é o da BHIP – Concessionária de Iluminação Pública de Belo Horizonte, primeira Parceria Público-Privada (PPP) de iluminação em capitais do país. 

Com a modernização de 100% do parque de iluminação, por meio da substituição total de lâmpadas de vapor de sódio por luminárias de LED, houve uma redução de cerca de 55% no consumo de energia elétrica, o equivalente a uma economia de R$ 150 milhões entre 2020 e 2025. 

“O sucesso do projeto da BHIP também reside no fato de ter comprovado o impacto da tecnologia na redução da taxa de falhas do sistema, que despencou de 7% para 0,5%, impactando assim o atendimento aos chamados. Se antes eram necessários de sete a 10 dias para a assistência, hoje bastam de 12 a 48 horas”, pontua Pedro Iacovino, presidente da ABCIP. 

Em cinco anos, a iniciativa da BHIP evitou ainda a emissão de cerca de 800 mil toneladas de CO₂, além de consolidar Belo Horizonte como referência em cidades inteligentes graças à telegestão em escala – são 32 mil pontos conectados por tecnologia de internet das coisas (IoT) nas principais vias. Do Centro de Controle Operacional, as luminárias são comandadas remotamente, com ajuste de fluxo luminoso (dimerização), medição de consumo e detecção de falhas em tempo real, o que serve de base para futuras aplicações como sensores de alagamento, câmeras de fiscalização e integração com semáforos.

“Em dez anos, entregamos muito mais do que a troca de lâmpadas: entregamos uma cidade mais segura, mais eficiente e preparada para o futuro. Belo Horizonte se consolidou como um modelo de PPP de iluminação para o Brasil e para a América Latina”, afirma Marcelo Menegatto, diretor-presidente da BHIP e diretor de tecnologia da ABCIP.

Na avaliação de Iacovino, o caso de sucesso de BH comprova as potencialidades e oportunidades projetadas para a modernização dos parques de iluminação brasileiros, o que tende a impulsionar a expansão do setor. “Nos próximos dois anos apostamos em um avanço significativo. Para se ter uma ideia, a ABCIP registra o interesse de 836 municípios para a implantação de PPP de Iluminação pública e de cidades inteligentes, o que pode proporcionar serviços de melhor qualidade a metade da população brasileira”, ressalta o presidente da entidade. 

“Importante destacar ainda que o valor dos contratos atuais já chega a R$ 39 bilhões, montante que dá a dimensão econômica desses projetos que diretamente fomentam a produção industrial e a geração de empregos no âmbito local”, finaliza o Iacovino.

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