NR-1 reforça atenção à saúde mental nas empresas e destaca o papel da liderança na prevenção de riscos psicossociais

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Especialista Khristian Paterhan Condes defende que o desenvolvimento comportamental de líderes pode contribuir para ambientes de trabalho mais saudáveis e alinhados às novas exigências da legislação

As mudanças promovidas na Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1) colocaram a saúde mental definitivamente no centro das estratégias de gestão das empresas brasileiras. Desde a entrada em vigor das novas exigências relacionadas aos riscos psicossociais, organizações passaram a incorporar temas como estresse ocupacional, assédio, sobrecarga de trabalho e burnout aos programas de gerenciamento de riscos.

Nesse contexto, o desenvolvimento das lideranças ganha protagonismo como uma das principais medidas preventivas para a construção de ambientes organizacionais mais seguros e saudáveis.

Para o pesquisador, palestrante e autor Khristian Paterhan Condes, a forma como gestores conduzem equipes influencia diretamente o clima organizacional e a saúde emocional dos colaboradores.

Khristian Paterhan Condes

Liderança passa a integrar a gestão de riscos

As alterações promovidas pela Portaria MTE nº 1.419/2024 determinaram que os riscos psicossociais sejam considerados no Gerenciamento de Riscos Ocupacionais (GRO) e no Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR), ampliando a responsabilidade das empresas na prevenção de fatores que possam comprometer a saúde mental dos trabalhadores.

Segundo Khristian Paterhan Condes, a nova realidade exige que as organizações observem não apenas fatores estruturais, mas também aspectos relacionados ao comportamento das lideranças.

“O principal fator de risco psicossocial de uma equipe, muitas vezes, não está nas ferramentas ou nos processos, mas na forma como a liderança comunica, organiza o trabalho e conduz as relações no dia a dia”, afirma.

Desenvolvimento humano como estratégia preventiva

Autor do Sistema Eneagrama 360°® (TSE360®), metodologia registrada no Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), Khristian defende que programas de desenvolvimento comportamental podem contribuir para fortalecer competências ligadas à comunicação, gestão de conflitos, inteligência emocional e tomada de decisão.

De acordo com o especialista, o método procura analisar diferentes traços comportamentais presentes em cada indivíduo, evitando classificações fixas e propondo uma leitura mais ampla do perfil de cada profissional.

A proposta, segundo ele, é utilizar o autoconhecimento como ferramenta para desenvolver líderes mais conscientes de seus padrões de comportamento e preparados para lidar com situações de pressão, mudanças e conflitos.

Escola Eneagrama 360 forma profissionais em todo o país

O Sistema Eneagrama 360°® é desenvolvido pela Escola Eneagrama 360, instituição dedicada à formação de profissionais nas áreas de desenvolvimento humano, liderança, coaching, educação corporativa e gestão de pessoas.

Além da formação de especialistas certificados na metodologia, a escola promove palestras, treinamentos, certificações e programas in company voltados ao desenvolvimento de equipes e lideranças.

Segundo a instituição, a metodologia é aplicada exclusivamente por profissionais certificados SER360® ou pelo próprio autor, preservando os critérios técnicos definidos para sua utilização.

Capacitação pode apoiar programas de saúde mental

Embora ressalte que treinamentos, por si só, não garantam a adequação integral às exigências da NR-1, Khristian destaca que ações voltadas ao desenvolvimento das lideranças podem integrar um conjunto mais amplo de iniciativas relacionadas à gestão dos riscos psicossociais.

Entre os benefícios apontados estão o fortalecimento da comunicação entre líderes e equipes, a melhoria da qualidade dos feedbacks, a prevenção de conflitos, o estímulo à segurança psicológica e o desenvolvimento de competências socioemocionais.

Segundo o especialista, essas iniciativas devem caminhar em conjunto com ações técnicas conduzidas por profissionais das áreas de Segurança e Saúde no Trabalho (SST), Recursos Humanos e Jurídico.

Saúde mental ganha espaço nas estratégias corporativas

O aumento dos afastamentos relacionados a transtornos mentais nos últimos anos tem ampliado o debate sobre a necessidade de ambientes organizacionais mais saudáveis.

Nesse cenário, especialistas apontam que investir na preparação das lideranças deixou de ser apenas uma estratégia de desenvolvimento profissional para se tornar um componente relevante das políticas de saúde ocupacional e gestão de pessoas.

Para Khristian Paterhan Condes, a construção de uma cultura organizacional saudável depende da integração entre conhecimento técnico, desenvolvimento humano e práticas de gestão que valorizem tanto os resultados quanto o bem-estar das equipes.

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