Temu é multada em US$ 232 mi pela UE por venda de brinquedos e carregadores inseguros

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A Temu, gigante chinesa do comércio eletrônico, foi multada em € 200 milhões (US$ 232 milhões) pela União Europeia por não impedir a venda de brinquedos para bebês e carregadores inseguros na plataforma.

A Comissão Europeia, responsável por fiscalizar as regras da UE voltadas para empresas de tecnologia, afirmou em comunicado que sua investigação, que incluiu compras realizadas na Temu em uma “operação de cliente oculto”, frequentemente encontrou produtos que representavam perigo para os compradores.

Uma alta porcentagem dos brinquedos testados continha níveis elevados de substâncias químicas e apresentava risco de asfixia devido às peças destacáveis, informou a comissão. Muitos carregadores à venda também falharam em testes básicos de segurança, acrescentou. O órgão regulador também culpou os algoritmos de recomendação da Temu por ajudarem a disseminar produtos ilegais.

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— A Temu claramente vinha subestimando os riscos de seus serviços — disse Henna Virkkunen, comissária de tecnologia da UE, a jornalistas durante uma coletiva, enquanto tomava café em uma caneca divertida com a frase “It’s DSA O’ Clock”, (‘É hora do DSA’, em tradução livre), uma alusão à Digital Services Act (DSA), a Lei de Serviços Digitais do bloco europeu.

A empresa foi multada com base na Lei de Serviços Digitais do bloco europeu, que exige que companhias com mais de 45 milhões de usuários na UE avaliem e mitiguem os riscos decorrentes de suas plataformas on-line. Violações podem resultar em multas de até 6% das vendas globais anuais de uma empresa.

A Temu, subsidiária da chinesa PDD Holdings, é apenas a segunda empresa a sofrer medidas de aplicação da lei, após a multa de € 120 milhões (US$ 139, 6 milhões) imposta em dezembro de 2025 à rede social X, de Elon Musk.

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A PDD tornou-se uma das principais empresas do comércio eletrônico chinês ao vender produtos mais baratos para cidades menores e áreas rurais, onde mais pessoas fazem compras on-line, o que a ajudou a superar em 2023 o valor de mercado do Alibaba Group, dono da AliExpress. Sua marca Temu compete com Shein e Amazon nos EUA e na Europa. Mas seu desempenho recente foi parcialmente prejudicado por uma desaceleração econômica prolongada na China.

A comissão afirmou que a Temu terá agora dois meses para propor um plano que responda às preocupações da UE, o qual precisará ser aprovado pela comissão antes de sua implementação. O não cumprimento poderá resultar na imposição de novas penalidades periódicas. Separadamente, a Temu poderá contestar a multa na Justiça. A Temu não respondeu a um pedido de comentário até a publicação da reportagem.

© 2026 Bloomberg L.P.



FonteAgência Brasil

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