iFood processa Keeta e acusa rival de espionagem

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O aplicativo de entregas iFood entrou com uma ação judicial contra a concorrente Keeta, controlada pelo grupo chinês Meituan, sob acusação de concorrência desleal e suposta espionagem corporativa no Brasil. O processo foi protocolado na Vara Empresarial e de Conflitos de Arbitragem de São Paulo, segundo documentos obtidos pela Reuters.

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Na ação, o iFood pede que a Justiça determine a interrupção imediata das supostas práticas e condene a rival ao pagamento de R$ 1 milhão por danos morais, além de indenizações adicionais que ainda deverão ser calculadas ao longo do processo. A empresa também solicita tutela de urgência para impedir novas abordagens a funcionários, sob pena de multa diária de R$ 100 mil.

Logo do iFood em um smartphone
iFood pede interrupção de práticas de concorrência desleal e espionagem corporativa e indenização de R$ 1 milhão – Imagem: Beto Chagas/Shutterstock

O que o iFood alega no processo

Segundo o processo, o iFood afirma que consultorias teriam procurado funcionários da empresa oferecendo “remuneração significativa” em troca de informações consideradas estratégicas e confidenciais sobre suas operações.

A companhia afirma ter identificado um então funcionário que aceitou uma dessas propostas e participou de videoconferências enquanto ainda trabalhava na empresa. O caso levou à abertura de uma investigação policial, incluindo medidas de busca e apreensão de dispositivos eletrônicos.

De acordo com o iFood, os materiais obtidos durante a investigação indicariam a participação de contas ligadas ao domínio da Meituan nas conversas. A empresa afirma ter apresentado registros de reuniões virtuais com e-mails “@meituan.com” identificados em documentos obtidos junto à plataforma Zoom por meio de uma ação judicial nos Estados Unidos.

O processo também menciona que, pelos endereços de IP registrados, participantes vinculados à Meituan estariam localizados em cidades como Barueri e São Paulo, além de Hong Kong e Pequim.

Keeta nega irregularidades

Procurada pela Reuters, a Keeta afirmou defender um mercado “aberto e justo” e declarou operar em conformidade com as exigências locais. A empresa também disse que não contrata terceiros para abordar pessoas em seu nome para os fins descritos na ação e afirmou não ter recebido qualquer notificação sobre o processo.


A entrada da Keeta no mercado brasileiro de delivery foi anunciada há cerca de um ano. Na ocasião, a empresa informou um investimento inicial de aproximadamente US$ 1 bilhão para disputar espaço no setor, atualmente liderado pelo iFood.

O Olhar Digital entrou em contato com a Keeta em busca de um posicionamento adicional sobre o caso e atualizará esta reportagem caso haja resposta.

Ana Luiza Figueiredo

Ana Luiza Figueiredo

Ana Figueiredo é repórter de tecnologia do Olhar Digital. É formada em jornalismo pela Universidade Federal de Uberlândia (UFU).

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Fonte Olhar Digital

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