
O Banco Mundial aprovou um projeto para a Amazônia Legal do Brasil com foco na geração de empregos, expansão da energia renovável e redução dos custos de energia na região.
A iniciativa também prevê ampliar o acesso à eletricidade confiável para mais de um milhão de pessoas que atualmente não contam com serviços básicos de energia.
Milhões de empregos
A Amazônia Legal abrange nove estados e cerca de 60% do território brasileiro. Apesar de sua relevância ambiental e econômica, a região enfrenta desafios históricos de acesso a infraestrutura e serviços. O projeto busca posicionar a Amazônia para aproveitar as oportunidades da economia de energia limpa, que deve gerar milhões de empregos na América Latina nos próximos anos.
O investimento total é de US$ 627,75 milhões, incluindo um empréstimo de US$ 100 milhões do Banco Mundial, US$ 400 milhões em contrapartida do governo brasileiro, US$ 125 milhões em financiamento comercial e uma doação de US$ 2,75 milhões do Programa de Assistência à Gestão do Setor de Energia (ESMAP). A operação será implementada por meio do Banco da Amazônia (BASA), que apoiará desenvolvedores privados e concessionárias de energia.
Mulheres e comunidades vulneráveis
Entre os principais eixos estão investimentos em geração de energia renovável, modernização da rede elétrica e ações de eficiência energética, com potencial para substituir sistemas baseados em diesel, reduzir custos para consumidores e aumentar a resiliência da infraestrutura frente a eventos climáticos. O projeto também inclui assistência técnica e fortalecimento institucional, com foco em inclusão e geração de oportunidades para mulheres e comunidades vulneráveis.
Quem explica é o especialista sênior em energia do Banco Mundial, Felipe Sgarbi..
“Este projeto cria as condições para acelerar a transição energética na Amazônia, combinando expansão da energia renovável com a geração de renda a partir de usos produtivos da energia. Ao mobilizar investimentos privados e diversificar a matriz elétrica, reduzindo a dependência de fontes mais caras e poluentes, a iniciativa contribui para um sistema energético mais eficiente, confiável e sustentável na região.”
A expectativa é que a operação contribua para ampliar a oferta de energia limpa, reduzir custos ao longo do tempo e fortalecer o papel da Amazônia na transição energética do Brasil.
*Sidronio Henrique do Banco Mundial, no Brasil.
Fonte ONU