China diz que tem direito de retaliar aumentos tarifários do México

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PEQUIM, 25 Mar (Reuters) – A China ⁠disse nesta quarta-feira que as medidas ⁠comerciais do México contra ela, incluindo aumentos ‌de tarifas, constituem barreiras comerciais e de investimento e que tem o direito de tomar contramedidas.

Os ‌aumentos das tarifas de importação afetam mais de US$ 30 bilhões em exportações chinesas para o México e podem levar a perdas estimadas em cerca de US$ 9,4 bilhões para os setores mecânicos e ⁠elétricos ‌da China, afirmou o Ministério do Comércio da ⁠China em sua conclusão de uma investigação sobre as medidas.

Cerca de US$9 bilhões dessas perdas seriam sofridas pelas indústrias automobilísticas e de autopeças da China, já que o México foi ​o maior destino de exportação de veículos da China em 2025, disse o ministério, citando ​dados alfandegários e estimativas do setor.

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Em dezembro, o México anunciou aumentos acentuados nas tarifas sobre as importações da China e de outros países sem acordos de livre comércio com o ‌México — até 35% na maioria dos ​produtos.

A medida foi vista pelos analistas como uma tentativa de agradar os Estados Unidos, cujo presidente, Donald Trump, impôs ⁠tarifas significativas ​sobre os produtos ​chineses.

Pequim não anunciou contramedidas para as tarifas, mas o Ministério do ⁠Comércio afirmou várias vezes ​que poderia tomar medidas para proteger os direitos e interesses da China.

Os aumentos das tarifas mexicanas também ​prejudicariam as exportações chinesas de alguns produtos metálicos e químicos, bem como de têxteis ​e produtos industriais ⁠leves, informou o ministério.

Algumas medidas comerciais não tarifárias adotadas pelo México ⁠nos últimos anos, como exigências complexas de inspeção alfandegária, também poderiam restringir os investimentos e as operações das empresas chinesas no país latino-americano, segundo o ministério.



Fonte infomoney

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