Governo Milei diz que Argentina pode apoiar militarmente os EUA em guerra no Irã

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O governo de Javier Milei voltou a reforçar o alinhamento da Argentina com os Estados Unidos e Israel ao admitir, em público, a possibilidade de apoiar militarmente Washington no conflito contra o Irã.

O secretário de Comunicação argentino, Javier Lanari, afirmou ao jornal espanhol El Mundo que, se houver um pedido formal dos EUA, “qualquer ajuda que eles considerem se dará”. Por ora, não existe solicitação oficial, e o próprio governo evita falar em planos concretos.

Milei, que na semana passada classificou o Irã como “nosso inimigo” em eventos em Nova York, já declarou acreditar na vitória de EUA e Israel na guerra contra o regime persa e planeja transferir a embaixada argentina em Israel de Tel Aviv para Jerusalém — gesto simbólico de alinhamento com o governo israelense.

Nos bastidores, porém, fontes das Forças Armadas e do Ministério da Defesa relativizam a hipótese de envio de tropas ou navios argentinos ao Estreito de Ormuz, ponto central da tensão com o Irã.

Militares ouvidos pela imprensa argentina avaliam que o país não estaria em “condições técnicas nem operacionais” de participar de uma operação desse porte. Lembram ainda que, na Guerra do Golfo dos anos 1990, quando o presidente Carlos Menem enviou quatro navios à região, a missão ocorreu sob mandato da ONU e com ampla coalizão internacional.

Segundo fontes ouvidas pelo jornal Clarín, a prioridade atual é lidar com problemas internos, como a falta de recursos na área militar. Um oficial citou o exemplo de que pilotos que devem operar os caças F-16 ganham cerca de 1,2 milhão de pesos (R$ 4.500), enquanto novos recrutas recebem em torno de 600 mil pesos (R$ 2.200).

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Além do fator operacional, os militares chamam atenção para o risco político e de segurança de entrar num confronto aberto no Oriente Médio sem o “guarda-chuva” da ONU. Segundo um militar ouvido pelo Clarín, uma intervenção hoje significaria escolher um lado diretamente contra o Irã, assumindo não só a possibilidade de baixas em combate, como também de transformar o território argentino em alvo potencial de ataques terroristas.



Fonte infomoney

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