Expectativas do mercado imobiliário para 2026

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Por Gabriel Carrara

O ano de 2026 se desenha como um período estratégico e de oportunidades claras para o mercado imobiliário brasileiro, especialmente na região Norte de Santa Catarina. Diferente de ciclos anteriores marcados por forte especulação, o cenário que se consolida é de decisões mais racionais, produtos bem posicionados e foco em liquidez.

Uma das principais tendências para o ano é a valorização dos imóveis prontos, impulsionada pelo alto estoque acumulado ao longo de 2025. Com muitos empreendimentos já concluídos e disponíveis, o comprador passa a enxergar vantagem em adquirir aquilo que pode ser ocupado ou rentabilizado imediatamente. Soma-se a isso a expectativa de redução gradual das taxas de juros do financiamento imobiliário, o que tende a aquecer o mercado e destravar demandas represadas.

Outro movimento que deixa de ser promessa e passa a ser realidade é a tokenização imobiliária, especialmente aplicada aos lançamentos. A possibilidade de fracionamento de ativos, maior liquidez e redução de custos operacionais transforma essa modalidade em um diferencial competitivo relevante para construtoras e investidores que buscam inovação com segurança jurídica.

No cenário regional, o Norte catarinense continua puxando os lançamentos industriais e logísticos. Guaramirim se consolida como eixo industrial-logístico, Araquari avança no setor industrial técnico e Garuva fortalece seu polo retroportuário, ampliando sua relevância estratégica no mapa econômico do Estado. Joinville, por sua vez, mantém protagonismo nos lançamentos verticais, com projetos cada vez mais modernos, apartamentos com metragem privativa otimizada e áreas comuns amplas, funcionais e integradas.

A mobilidade urbana e o conceito de “mini cidades” ganham espaço, aproximando moradia, trabalho, serviços e lazer. Paralelamente, cresce a atenção ao público da melhor idade, com empreendimentos que priorizam acessibilidade, segurança e qualidade de vida.

O mercado segue em trajetória de valorização, impulsionado pela migração constante de pessoas para Santa Catarina e pela diversificação econômica regional. A locação tradicional e o modelo short stay continuam apresentando boa rentabilidade, atraindo investidores atentos à geração de renda recorrente.

Os sinais são claros: 2026 será um ano para investir com estratégia, leitura de cenário e posicionamento correto. Quem compreender o momento, tende a colher bons resultados.

Gabriel Carrara

Vice-Presidente do CRECI-SC | Conselheiro Federal COFECI

Especialista em Mercado Imobiliário e Regularização de Imóveis

Pós-graduado em Direito Imobiliário | Certificação Internacional CIPS

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