Avenia levanta US$ 17 milhões em rodada Série A

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A Avenia anunciou a conclusão de uma rodada Série A de US$ 17 milhões, equivalente a cerca de R$ 90 milhões, com participação de fundos como Quona, Big Bets, Headline, Fluent Ventures, Tomorrow Capital, Palm Drive Capital, Scale Up by Endeavor, Kazea, Pátria High Growth, Sequoia Scout Fund e Accel Scout Fund, além de executivos ligados a empresas como Revolut, Santander, HSBC, PagSeguro, Checkout.com, Coinbase e Conta Simples.

A empresa atua como uma camada de infraestrutura regulada para pagamentos cross-border e é emissora da stablecoin BRLA, lastreada ao real. Seu modelo permite que outras empresas ofereçam produtos financeiros sem construir sistemas próprios ou obter licenças específicas.

Segundo o CEO Matheus Moura, o posicionamento da Avenia responde a uma demanda estrutural do mercado. “Nossa plataforma resolve um problema estrutural: empresas querem oferecer produtos financeiros para monetizar suas bases de clientes, mas não querem — ou não podem — investir anos e milhões em licenças, compliance e infraestrutura. A Avenia fornece tudo isso como serviço”, afirmou.

A infraestrutura inclui contas em BRL, USD e EUR, liquidação instantânea via stablecoins e soluções white-label, além de centralizar obrigações de reporte ao Banco Central e à Receita Federal para seus clientes.

Com os novos recursos, a fintech pretende reforçar sua operação no Brasil, desenvolver produtos de yield e cartões e avançar para outros países da América Latina e para os Estados Unidos, onde já possui licenças para operar. “O Brasil é nossa base sólida, mas já estamos mirando a atuação em outros países estratégicos da América Latina, além de dar passos mais concretos nos Estados Unidos, onde já possuímos licenças para operar”, disse Moura.

O COO e cofundador Leandro Noel relacionou a rodada às mudanças regulatórias em curso no país. “O Banco Central aumentou em mais de 8 vezes o capital regulatório mínimo exigido para nós — de R$ 3 milhões para quase R$ 25 milhões. Isso cria uma oportunidade única: muitas empresas que operam com ativos virtuais não vão conseguir cumprir essa exigência e a Avenia está posicionada para ser o parceiro regulado que permite essas empresas continuarem operando de forma compliant”, afirmou.

Para Lucas Giorgio, cofundador e Chief Revenue Officer, o modelo da companhia atende tanto empresas não financeiras quanto instituições financeiras. “Nossa plataforma permite que empresas não-financeiras possam aumentar sua receita ao monetizar sua base de clientes e fornecedores com produtos financeiros globais, enquanto instituições financeiras podem modernizar suas operações usando stablecoins sem precisar do licenciamento direto. Queremos que qualquer empresa, em qualquer lugar, possa lançar produtos financeiros globais em semanas, não anos”, disse.

A Avenia, fundada originalmente como BRLA Digital, mantém parcerias com escritórios e consultorias como Pinheiro Neto Advogados, RGS Partners e BZCP, que acompanharam aspectos legais e estruturais da rodada.




Fonte Startupi

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