O presidente do BRB, Nelson Antônio de Souza, afirmou que a instituição não passará por um processo de privatização nem de federalização enquanto ele estiver à frente do banco.
Em entrevista ao jornal O Estado de S.Paulo, publicada neste domingo (8), o executivo disse que qualquer mudança desse tipo não ocorrerá durante sua gestão, sinalizando a manutenção do controle local sobre a instituição financeira.
A declaração ocorre em um momento de reorganização interna do BRB, após o impacto do caso Master e das investigações que atingiram a antiga administração. Segundo Souza, a estratégia agora é reduzir a ambição de expansão nacional e reforçar o perfil regional do banco, com foco em solidez e sustentabilidade.
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Para ele, o movimento representa um ajuste necessário antes de uma nova fase de crescimento. “É preferível encolher agora para voltar mais forte depois”, afirmou ao jornal.
Souza assumiu o comando do banco em 27 de novembro de 2025, indicado pelo governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, após o afastamento do ex-presidente Paulo Henrique Costa, alvo da operação Compliance Zero, da Polícia Federal.
Na sexta-feira (6), o banco apresentou ao Banco Central um Plano de Capital com medidas para recompor o balanço e reforçar a liquidez em até 180 dias. O documento foi entregue ao diretor de Fiscalização do BC, Gilneu Vivan, e, segundo o banco, pretende assegurar a continuidade das operações e proteger clientes e investidores.
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Em nota, o BRB informou que o plano prevê o fortalecimento do capital institucional e a adoção de medidas para garantir estabilidade operacional. A instituição destacou ainda o compromisso com a transparência e com a preservação da integridade do banco, em um esforço para reduzir riscos e atravessar o período de ajuste sem comprometer o atendimento aos clientes.
FonteCâmara dos Deputados