A Argentina anunciou nesta quinta-feira (5) a assinatura de um acordo recíproco de comércio e investimento com os Estados Unidos. “O acordo fortalece a relação estratégica entre as duas nações com base na abertura econômica, regras claras para o comércio internacional e uma visão moderna de complementaridade comercial”, afirmou a presidência argentina em comunicado.
Mas algumas figuras dos círculos políticos e econômicos argentinos expressaram preocupação com o acordo comercial. O economista argentino e professor da Universidade de Buenos Aires, Jorge Marchini, observou, em entrevista à agência de notícias Xinhua, que a Argentina e os Estados Unidos são grandes exportadores agrícolas e competem em muitas áreas. Para o economista, a flexibilização das condições de acesso ao mercado para produtos agrícolas estadunidenses prejudicaria inevitavelmente o desenvolvimento agrícola argentino.
O ministro das Relações Exteriores da Argentina, Pablo Quirno, disse que o acordo melhora as condições de produção e exportação, amplia o acesso preferencial de produtos argentinos ao mercado dos EUA, incentiva o investimento e cria mais empregos na Argentina.
Há dúvidas também sobre o impacto do acordo comercial no Mercosul, bloco comercial que reúne, além da Argentina, Brasil, Uruguai e Paraguai. Este Mercado Comum implica “a livre circulação de bens, serviços e fatores produtivos entre os países, através, entre outros, da eliminação dos direitos alfandegários e restrições não-tarifárias à circulação de mercadorias e de qualquer outra medida de efeito equivalente”, segundo o site do bloco.

Implica ainda o estabelecimento de uma tarifa externa comum e a adoção de uma política comercial comum em relação a terceiros Estados ou agrupamentos de Estados e a coordenação de posições em foros econômico-comerciais regionais e internacionais.

Fonte Monitor Mercantil