Relatório aponta que IA está se tornando mais autônoma e estratégica

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A inteligência artificial, IA, está passando de uma fase de experimentação para uma etapa de implementação cada vez mais ampla no mundo real, moldando serviços públicos, mercados e sociedades ao redor do globo. 

Esta é a conclusão da segunda edição do Relatório IA para o Bem, da União Internacional de Telecomunicações, UIT. 

Aumento de autonomia da IA

O levantamento ressalta que a IA está se tornando cada vez mais agente, ou seja, capaz de planejar tarefas, tomar decisões e coordenar ações com menos supervisão humana.

A UIT defende que à medida que a IA ganha autonomia, a fiscalização humana se torna mais vital do que nunca.

Com a tecnologia agora incorporada em sistemas críticos, os governos nacionais estão investindo cada vez mais em capacidade computacional nacional.

Essas iniciativas tratam a IA como um ativo estratégico comparável aos sistemas energéticos. Decisões sobre treinamento, governança e infraestrutura tornaram-se uma questão de política pública, e não apenas de preferência de mercado.

Avanços positivos

O levantamento revela avanços positivos em diversas áreas. Em regiões que enfrentam escassez de professores ou recursos limitados, ferramentas de tutoria apoiadas por IA estão ampliando o acesso a uma educação de qualidade.

Na saúde, a tecnologia está apoiando a detecção mais precoce de doenças, diagnósticos mais precisos e descoberta de medicamentos mais rápida.

Já na área climática, ferramentas de monitoramento e previsão acompanham mudanças ambientais, otimizam sistemas energéticos e fornecem alertas precoces para eventos climáticos extremos.

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Unsplash/Geoffrey Moffett

Um data center na Irlanda

Riscos ambientais e sociais

Por outro lado, existem preocupações em relação aos impactos ambientais, que estão se tornando mais difíceis de ignorar. Em 2024, os data centers de IA consumiram cerca de 415 TWh de eletricidade, aproximadamente 1,5% do consumo global, um número que deve dobrar até 2030. 

Um único grande data center pode consumir tanta eletricidade quanto 100 mil residências.

Outra preocupação é com o mercado de trabalho. Como o Fórum Econômico Mundial constatou recentemente, cerca de 91 milhões de empregos existentes poderiam evoluir, passar por transição ou desaparecer até 2030. 

Paralelamente 170 milhões de novos cargos poderiam surgir, um ganho líquido de 79 milhões, globalmente.

Ao mesmo tempo, os empregadores preveem que 39% das habilidades essenciais mudem até 2030, pressionando os sistemas educacionais, empregadores e trabalhadores para se adaptarem em uma velocidade sem precedentes.



Fonte ONU

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