a trajetória de Sandra Areco

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A entrada de Sandra Areco no mercado financeiro não começou com investimentos, gráficos ou operações de day trade. O ponto de partida foi uma crise financeira profunda, marcada por dificuldades práticas e urgentes.

Sem buscar inicialmente o day trade, ela recorreu ao Google em busca de uma solução básica para reorganizar a própria vida financeira, sem imaginar que aquela pesquisa mudaria completamente seu caminho. “Eu botei lá no Google para procurar como que eu faço para subir meu score no Serasa, porque eu estava com score péssimo”, explica.

Convidada do episódio 77 do programa GainDelas, no canal GainCast, Sandra Areco contou como essa busca inicial levou ao primeiro contato com conteúdos de finanças. A curiosidade surgiu de forma despretensiosa, sem qualquer intenção de operar no mercado.

Aos poucos, no entanto, o interesse por investimentos abriu espaço para o contato com gráficos e operações, despertando uma identificação imediata com aquele universo. “Quando eu vi pela primeira vez um gráfico assim, eu fiquei completamente apaixonada por aquilo”, relata.

Anos estudando sem operar

Apesar do encantamento inicial, Sandra não tinha condições financeiras para operar. Sem capital disponível, ela passou anos dedicada exclusivamente ao estudo, consumindo conteúdo gratuito e aprendendo conceitos básicos antes de qualquer tentativa prática.

Esse período silencioso, longe de atrasar sua trajetória, acabou sendo determinante para a construção de uma base sólida. “Eu não poderia operar porque eu não tinha capital, não tinha recurso”, detalha.

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Com o tempo, a ausência de dinheiro deixou de ser vista como obstáculo e passou a ser compreendida como proteção. Sem poder clicar, ela foi obrigada a observar, ouvir e aprender, evitando erros comuns de quem entra no mercado sem preparo. Anos depois, essa fase ganhou novo significado dentro da própria história. “Ainda bem que eu não tinha capital, porque se eu tivesse teria perdido tudo, porque eu não sabia fazer”, reconhece.

Invisibilidade fora do eixo financeiro

Morando fora dos grandes centros financeiros, Sandra construiu sua trajetória longe de eventos, salas físicas e redes de contato presenciais. Durante muito tempo, sua relação com o mercado se restringiu ao computador e aos estudos, sem trocar experiências com outros traders.

Nesse contexto, ela optou por manter sua atividade em sigilo, inclusive criando uma identidade alternativa para interagir online. “Era como se fosse um segredo bem guardado. Eu sou a onça pintada trader”, revela.

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Além disso, essa escolha estava ligada à dificuldade de explicar o que fazia em um ambiente onde o mercado financeiro ainda é pouco compreendido. Muitas pessoas confundiam trading com apostas ou jogos, o que reforçava o isolamento e a decisão de permanecer invisível por anos. “Muita gente confunde com jogo, com tigrinho, com apostas ou algo assim”, observa.

Leia também: A virada que levou Bárbara Râmissa do luto ao propósito no mercado financeiro

Dúvida antes da validação

Mesmo após anos de estudo, Sandra ainda convivia com uma dúvida silenciosa: se realmente sabia operar. Sem parâmetros externos ou validação, a solidão do processo alimentava a incerteza sobre a própria capacidade. Essa sensação só começou a mudar quando decidiu se expor mais ao mercado e testar suas habilidades em campeonatos de trading. “Eu não sabia se eu realmente sabia fazer ou não”, afirma.

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A partir desse ponto, sua trajetória passou a ganhar novos contornos. O reconhecimento não veio como um salto repentino, mas como consequência de um longo processo, marcado por cautela, aprendizado contínuo e amadurecimento emocional. “Até então eu não imaginava que eu de fato soubesse fazer trade”, admite.

Trade como reconstrução de vida

Com o passar do tempo, o mercado deixou de ser apenas um interesse distante e passou a ocupar um papel mais concreto em sua vida.

O dinheiro conquistado não foi associado a promessas irreais, mas a objetivos simples e simbólicos, como viagens e estabilidade financeira após períodos difíceis. Esse uso consciente dos resultados deu novo significado ao trading em sua trajetória. “A viagem que a gente tá fazendo aqui é uma viagem que eu prometi para ela já faz uns dois anos”, explica.

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Hoje, Sandra olha para o futuro com mais clareza e menos pressa. O trading se tornou parte central de sua vida, mas sempre como resultado de um processo gradual, construído com maturidade, estudo e consciência. “Eu sei que a minha vida vai ser diferente daqui para frente”, conclui.

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FonteCâmara dos Deputados

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