Crise na Groenlândia mostra que tempo de bajular Trump acabou, diz ex-chefe da Otan

Compartilhar:

BRUXELAS, 20 Jan (Reuters) – O tempo ‍de bajular o presidente dos EUA, Donald Trump, ⁠acabou e a Europa deve reagir economicamente com firmeza caso o ‍país imponha tarifas aos aliados da Otan que enviaram tropas para a Groenlândia, afirmou nesta terça-feira Anders Fogh Rasmussen, ex-secretário-geral da organização e ex-primeiro-ministro ‌dinamarquês.

Rasmussen afirmou que a insistência de Trump de que a Groenlândia — um território dinamarquês semiautônomo — se torne parte dos Estados Unidos representa o maior desafio à Otan desde sua criação, em 1949.

‘O que está realmente em jogo é o futuro da Otan’, disse Rasmussen, que oferece uma perspectiva única sobre ‌a crise como ex-líder da Dinamarca (de 2001 a 2009) e da Otan, ‌onde atuou como secretário-geral de 2009 a 2014.

‘Acabou a época dos elogios. Não funciona. O fato é que Trump só respeita a força e a firmeza. E a união. É exatamente isso que a Europa deveria demonstrar agora’, disse ele à Reuters no Fórum Econômico ‌Mundial em Davos, na Suíça.

PLANO PARA DESARMAR A CRISE

Rasmussen afirmou que não estava criticando líderes como o atual chefe da Otan, Mark ​Rutte, que tem elogiado bastante Trump. Mas disse que era hora de a Europa adotar uma nova abordagem.

Continua depois da publicidade

Segundo ele, o Instrumento Anticoerção da UE – a ‘bazuca’ que confere amplos poderes para retaliações contra a pressão econômica — deveria ser considerado após Trump ter ameaçado impor tarifas a oito nações europeias até que os EUA sejam autorizados a comprar a Groenlândia.

Trump afirma que a posse da Groenlândia pelos EUA é vital para a segurança nacional.

No domingo, Trump disse ao primeiro-ministro da Noruega, em uma troca de mensagens de ​texto, que ‘fez mais pela ⁠Otan do que ⁠qualquer outra pessoa desde a sua fundação e, agora, a Otan deveria fazer algo pelos Estados ‌Unidos’.

Rasmussen propôs um plano de três pontos para desarmar a crise. Ele inclui a atualização de um acordo de 1951 entre os Estados Unidos e a Dinamarca, que permite que as forças e ‍bases militares norte-americanas na Groenlândia incluam uma presença reforçada da Otan na região.

Além disso, o acordo prevê um pacto de investimento ​para ajudar empresas norte-americanas ‌e europeias a extrair minerais na Groenlândia e um ‘pacto de estabilização e resiliência’, para impedir investimentos ‍chineses e russos em setores críticos da região, afirmou.

Rasmussen disse que não apresentou o plano a autoridades governamentais dinamarquesas ou de outros países, mas que o discutiria com os delegados em Davos.

Continua depois da publicidade

‘Espero que a inclusão de algo concreto possa levar toda essa discussão para uma fase mais construtiva’, acrescentou.



Fonte infomoney

Artigos relacionados

Dr. Cesar Couto, psicólogo e terapeuta, analisa os desafios cognitivos da pós-graduação internacional online

Pós-graduações internacionais online ampliam o acesso a mestrados e doutorados, mas exigem novas estratégias de disciplina, autorregulação, interação...

Caí num golpe do Pix. E agora?

Você fez a transferência enganado, e quer o dinheiro de volta. O que o banco deve, o que...

Leitura incentiva hábito da leitura com campanha que reúne livros para diferentes públicos

Campanha “Leve 3, Pague 2” reúne títulos de diferentes editoras para crianças, jovens e adultos e também apresenta...

VF Ambientes Corporativos foi patrocinadora Prata da 4ª edição do Conexão Empresarial

VF Ambientes Corporativos foi patrocinadora Prata da 4ª edição do Conexão Empresarial, realizada em 24 de setembro de 2026, em Tietê (SP).