Mercado Bitcoin compra corretora do Banco Mercantil

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O Mercado Bitcoin anunciou nesta sexta-feira (16) a aquisição da Corretora de Câmbio, Títulos e Valores Mobiliários (CCTVM) do Banco Mercantil. A operação foi autorizada pelo Banco Central do Brasil e aguarda a publicação formal da aprovação no Diário Oficial.

Com o negócio, o Mercado Bitcoin amplia sua atuação em atividades reguladas, como títulos, valores mobiliários e câmbio, além de ativos digitais. A empresa informou que a transação amplia as opções para uma base superior a 4 milhões de clientes. Para os clientes da corretora do Mercantil, a mudança inclui acesso a criptoativos.

O anúncio ocorre às vésperas da entrada em vigor do novo marco regulatório para o mercado de ativos virtuais no Brasil, que passa a valer em fevereiro. As regras, editadas pelo Banco Central em novembro do ano passado, enquadram as empresas de cripto dentro da estrutura regulada do sistema financeiro, ao exigir autorização para funcionamento, padrões formais de governança, controles internos e segregação entre recursos próprios e de clientes.

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Na prática, as normas aproximam a operação das exchanges de criptomoedas à das instituições financeiras tradicionais, ao submetê-las à supervisão direta do Banco Central e a obrigações semelhantes às aplicadas a bancos e corretoras. O novo marco também disciplina operações internacionais com criptoativos, que passam a seguir regras do mercado de câmbio.

Em nota, o chairman do Mercado Bitcoin, Roberto Dagnoni, afirmou que a aquisição está alinhada a esse novo ambiente regulatório. “Essa aquisição representa mais um passo na construção de um ecossistema completo de investimentos, reforçando a integração entre o mercado tradicional e a economia digital”, disse o executivo.

Com a operação, a CCTVM passa a integrar o conjunto de empresas reguladas do grupo Mercado Bitcoin, que inclui instituição de pagamento, administradora de valores mobiliários e plataforma de investimento participativo, todas sob supervisão do Banco Central e da Comissão de Valores Mobiliários.

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FonteAgência Brasil

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