Acessibilidade
Para muitas mulheres de sucesso, a virada do ano vai além da festa, dos fogos e das promessas apressadas. É um momento de pausa consciente, fechamento de ciclos e definição de intenções, pessoais e profissionais.
Entre banhos de mar, escrita à mão, orações, silêncio e conexão com a natureza, essas líderes transformam o fim e o início do ano em um verdadeiro ritual de alinhamento interno.
A seguir, lideranças femininas compartilham como usam esse período simbólico para renovar a energia, ganhar clareza e começar o novo ciclo com propósito.
Os rituais de ano novo de mulheres de sucesso
Marcella Tranchesi, fundadora da Doce Aquarella

“A virada do ano, para mim, é um momento cheio de simbolismos e rituais que me ajudam a fechar ciclos e iniciar o novo ano com energia renovada. Tudo começa no dia 31, com um banho gelado, que representa a limpeza e um novo despertar. É como se eu estivesse lavando tudo o que não quero levar para o próximo ano. Me sinto mais presente e renovada. Ao longo do dia, gosto de desacelerar, observar o fim de tarde e mentalizar coisas boas, novos caminhos e sentimentos leves. Ver o dia terminando me ajuda a colocar as ideias no lugar e a visualizar tudo o que desejo atrair. Na virada, sigo tradições que fazem parte da minha história, como pular sete ondas, comer romã e fazer uma oração. Cada onda representa um pedido, e a romã simboliza abundância. A oração conecta tudo e é quando entrego meus desejos e confio no fluxo da vida.”
Luana Génot, CEO e Fundadora do ID_BR

“Mais do que sorte, o novo ano pede intenção. Neste Natal, minha filha e eu decidimos fazer uma árvore tropical. Escolhemos uma dracena, uma árvore que dialoga com a nossa fauna, com o nosso clima e com a nossa história. Enfeitar a árvore com a minha filha é, também, um ritual de passagem. É nesse gesto simples que valores viram memória, e a memória vira herança. Usamos fitinhas do Senhor do Bonfim que são pedidos, agradecimentos e promessas. Fé que se expressa no cotidiano, no que se toca, no que se constrói junto. Para o Ano Novo, acho bonito pular sete ondas. Mas, para além disso, acredito na importância de sermos mais intencionais sobre para onde vão nossos recursos, nosso tempo e nosso poder no ano que começa. Um novo ano é como um caderno de páginas a serem preenchidas. E eu gosto de pular ondas pedindo sabedoria e pensando em sete pessoas ou causas com as quais quero me conectar, apoiar, doar e estar presente.”
Ju Ferraz, sócia-diretora da Holding Clube

“Na noite de ano novo eu tomo banho de sal grosso, sempre da cabeça para baixo do corpo, para limpar todas as impurezas. Depois também venho com uma bacia com rosas brancas para equilibrar a energia. E sempre faço uma oração, pedindo muita proteção. Além disso, eu também faço uma lista de sonhos e planos, e no ano seguinte eu vejo o que consegui cumprir de tudo que planejei.”
Bruna Tavares, fundadora da BT

“Eu gosto muito da virada do ano porque ela cria um recorte claro de ciclo. No mundo das marcas, a gente pensa por ano, então eu trago essa lógica também para a vida: cada ano precisa ter uma intenção. Todo ano eu escolho uma palavra que funciona como bússola. Já tive anos de retomada, de expansão, de construção silenciosa. Para mim, 2026 é o ano da colheita, quando o que foi plantado começa a se manifestar de forma mais concreta. As metas não são só financeiras ou de crescimento. Às vezes o objetivo do ano é criar alianças internacionais, em outro é amadurecer uma categoria, em outro é consolidar uma cultura interna. A palavra do ano ajuda a manter coerência nas decisões. Como trabalho com imagem, beleza e branding, as cores sempre fizeram parte da minha forma de pensar. Na virada do ano, eu escolho não só a cor que eu visto, mas as cores que estão na minha casa. É uma forma visual de declarar intenção. A psicologia das cores está no meu branding e também nos meus rituais pessoais. Cor comunica antes da palavra, então eu gosto de começar o ano já imersa na energia que quero atrair. Eu tenho uma relação muito boa com anos pares. Eles costumam ser anos de estabilidade e materialização para mim. Por isso estou especialmente animada com 2026. Meus rituais não são sobre superstição, são sobre clareza. Eles me ajudam a começar o ano com foco, intenção e responsabilidade sobre as escolhas que vou fazer. Sucesso não é só executar bem. É saber em que direção você está indo. Os rituais me ajudam a não perder essa direção.”
Emily Ewell, fundadora de Pantys

“Todo fim de ano, faço um ritual simples, mas muito poderoso. Escolho uma palavra para guiar o meu próximo ciclo. Em 2025, foi ‘verdade’. Essa escolha me ajudou a tomar decisões mais alinhadas, a olhar com honestidade para mim mesma e a não evitar conversas ou caminhos difíceis. Foi um ano de profundidade, de retirar camadas e seguir com mais coragem. Também gosto de reservar um tempo para visualizar quem quero ser no próximo ano. Coloco no papel o que desejo encerrar, o que quero manter e o que quero iniciar: novos hábitos, intenções e projetos. Faço esse exercício tanto na vida pessoal quanto na profissional, porque acredito que planejamento não deve existir apenas para as empresas. Como mulheres e líderes, precisamos sair do automático, olhar o todo e refletir sobre quem queremos nos tornar além dos nossos cargos. Esse espaço de consciência é fundamental para o nosso desenvolvimento.”
Patricia Bonaldi, fundadora da PatBO

“Para mim, o fim de ano é muito mais sobre consciência do que sobre ritual. Gosto de encerrar ciclos com reflexão, presença e gratidão. Sempre reservo um momento de silêncio e meditação para olhar o ano que passou com honestidade, entender o que me fortaleceu, o que me desafiou e o que não faz mais sentido levar adiante. Esse tempo de escuta interna me ajuda a fechar o ciclo com clareza e intenção. Depois disso, gosto de escrever. Não metas rígidas, mas direções, sentimentos e visões que quero cultivar. No trabalho, esse processo se conecta diretamente ao planejamento da PatBO: olho para a marca com visão estratégica, mas sempre ancorada no propósito. Crescer, para mim, nunca foi só sobre números, e sim sobre construir algo com verdade, impacto e longevidade. Entro no novo ano sem pressa, mas com direção, cuidando da energia, da rotina e da forma como escolho avançar.”
Patricia Lima, fundadora da Simple Organic

“O meu ritual de fim de ano começa com energia. Eu acredito muito em iniciar o novo ciclo vibrando alto, e a natureza tem um papel essencial nisso para mim. Sempre que posso, passo esse período perto do mar, porque essa conexão me traz clareza e presença. É um momento de reflexão profunda sobre a vida como um todo: tudo o que foi vivido, conquistado e aprendido, e também sobre as pessoas que caminharam comigo. Eu não desenho minhas metas sozinha. Penso minha vida em conjunto, considerando quem eu amo e quem faz parte da minha jornada pessoal e profissional. Estruturo esse planejamento por pilares da vida, entendendo como eles se conectam, e revisito esse processo ao longo do ano, transformando grandes intenções em micro-objetivos possíveis. Para mim, planejamento não é rigidez, é consciência em movimento.”
Silvia Monteiro, fundadora da Isla

“Para mim, o ano novo não é sobre grandes rituais simbólicos, mas sobre clareza. Gosto de encerrar o ano fazendo uma leitura honesta do que funcionou, do que me drenou energia e do que realmente gerou valor – pessoal e profissionalmente. Costumo reservar um momento silencioso, geralmente na manhã do último dia do ano, para escrever. Coloco no papel não só metas, mas direções: como quero trabalhar, com quem quero caminhar e, principalmente, como quero me sentir ao longo do ano. Aprendi que planejamento não é rigidez, é intenção. quando você tem clareza de propósito, as decisões do ano ficam mais simples e mais consistentes.”
Anna Carolina Bassi, cofundadora CB Brand

“O fim de ano, para mim, é um momento de pausa consciente, de olhar para dentro e reconhecer tudo o que foi vivido. Antes de pensar no que está por vir, faço questão de honrar o caminho percorrido. Meu principal ritual começa com papel e caneta: escrevo, à mão, todas as conquistas do ano, emocionais, financeiras, profissionais, na maternidade e em cada pilar da minha vida. Eu acredito muito na força da escrita. Colocar no papel tudo o que conquistei ao longo do ano me ajuda a enxergar o quanto evoluí e a ser grata por cada passo, até os mais difíceis. Depois desse exercício de gratidão, sigo para o próximo momento: anotar meus desejos, pedidos e metas para o novo ano. Tudo também feito à mão, com calma e intenção, como uma forma de materializar sonhos e direcionar energias. Quando eu escrevo minhas metas, sinto que estou assumindo um compromisso comigo mesma. É como se eu estivesse alinhando mente, coração e propósito. Para encerrar, faço uma oração. É o momento de entrega, de fé e de confiança no que está por vir. Finalizar com uma oração me traz paz. É quando eu agradeço, peço proteção e coloco o novo ano nas mãos de Deus.”
Riccy Souza Aranha, fundadora da Mixed

“Gosto de terminar e começar o novo ano sempre com oração! Buscando a presença de Deus na minha vida e a do Espírito Santo para iluminar os novos caminhos! Por isso, onde eu estiver, paro um minuto antes dos fogos para rezar.”
Priscila Pellegrini, CEO da Holding Clube

“Eu sou uma pessoa bastante espiritualizada, então acredito muito em energia e, principalmente, em finalizar o ano agradecendo por todas as coisas que vivemos. Normalmente faço isso num ritual com a minha família, tomando um banho de mar, para que possamos descarregar as energias e se renovar para o ano que vai chegar. E se não é no mar, é em uma cachoeira. Além disso, eu também costumo terminar o ano fazendo um planejamento dos meus desejos, tanto pessoais quanto profissionais. E eu listo normalmente aquilo que eu gostaria de conquistar, coloco em uma caixinha, e todo final de ano volto ali naquela caixinha para ver o que eu alcancei e o que não. E parte desses desejos tem a ver com sonhos mesmo, porque a vida não é feita só de situações materiais. Normalmente eu desejo mais tempo com a minha família, no sentido de viajar, estar junto, tirar um tempo pra poder fazer coisas que não faríamos no cotidiano. E revisito tudo até para planejar o que eu espero para o ano seguinte. Esse é o meu ritual de passagem de ano e de prosperidade. Além disso, eu também encerro o ano indo para Aparecida do Norte e agradecendo. Faço isso há mais de 20 anos, então, faça chuva ou faça sol, todo final de ano eu vou e agradeço.”
Bianca Corona, influenciadora

“Com certeza, comer romã. Sempre faço isso na virada do ano e guardo as onze sementes em um papel de seda dentro da carteira. Esse é um ritual que carrego há anos e nunca deixo de fazer. Para mim, é um gesto simples, mas cheio de significado. Representa abundância, proteção e a intenção de começar o ano com boas energias e prosperidade.”
FonteCâmara dos Deputados