O material tinha citações sobre o tráfico de drogas e em referência a algumas células do PCC, como a “sintonia dos gravatas” (ou o braço jurídico da facção), o setor de saúde, com nomes de advogados e médicos e dentistas contratados para atender os presos, e também o setor de reivindicações.
Segundo o MP-SP, “a investigação comprovou que o PCC financiava atendimento de saúde para alguns de seus integrantes, realizando o pagamento de tais serviços por meio de recursos obtidos ao seu caixa ilegal, alimentado através de atividades criminosas”.
O setor de reivindicações criado pelo PCC, diz o MP, “vinha atuando por meio da ONG Pacto Social para divulgar falsas acusações de torturas e abusos por parte de agentes estatais, especialmente nos presídios, visando a desestabilização do sistema penitenciário estadual”.
Olheiro do PCC no caso Gritzbach
A reportagem apurou que Geraldo, o vice-presidente da ONG, movimentou, segundo a Polícia Civil, R$ 12,5 milhões em suas contas bancárias de janeiro de 2018 a junho de 2022.
O nome da operação, “Scream Fake”, se refere a uma participação da ONG no documentário O Grito – Regime Disciplinar Diferenciado (2024), exibido na Netflix.
Fonte UOL