Patria compra 51% de gestora especializada em Fidcs de olho em avançar em crédito

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A gestora de investimentos Patria anunciou nesta quarta-feira (26) a compra de 51% da Solis, casa especializada em Fundos de Investimento em Direitos Creditórios (Fidc), em uma transação que não teve valor divulgado, mas que prevê a opção para compra do restante da participação na empresa pelo Pátria nos próximos três anos.

Com o negócio, o Patria Investimentos entra no mercado de Fidcs, que vem atravessando forte crescimento no país nos últimos anos, em meio a um ambiente de juros elevados da economia e um acúmulo de demanda por crédito do setor privado que tem sido dependente em grande parte da oferta dos bancos.

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‘Eles (Solis) têm uma base de ativos grande, são uma das líderes no segmento, então, sim, é uma quantia importante’, disse o sócio e diretor do Pátria, José Augusto Teixeira, sobre o valor do negócio, sem revelar detalhes financeiros do acordo.

O Patria atualmente administra várias classes de investimentos, que incluem private equity, infraestrutura, capital de risco, crédito e imóveis, e tem um diálogo consolidado com pequenas e médias empresas que demandam crédito. Com a aquisição da Solis, que tinha R$ 20 bilhões em ativos sob gestão em 2024 e mira R$ 29 bilhões este ano, o Patria passa a ter ‘mais oportunidades de geração de crédito dentro do ecossistema’, disse Teixeira.

Os atuais administradores e fundadores da Solis, Ricardo Binelli e Delano Macêdo, seguirão com independência na gestão do negócio. ‘A gente foi atraído pelo que eles construíram e pela maneira como eles fizeram, e queremos manter isso’, disse Teixeira.

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Um dos interesses do Patria na Solis são os fundos multisacados — formados por diversos devedores e com múltiplos cedentes desses recebíveis — pois isso é uma forma de pulverizar o risco, afirmou Teixeira, citando uma demanda ‘engargalada’ por crédito no Brasil de cerca de R$ 9 trilhões.

Atualmente, o mercado de Fidcs no Brasil é de cerca de quase R$ 800 bilhões, um salto ante os R$ 200 bilhões de quatro anos atrás. Segundo Teixeira, o mercado brasileiro ‘fidicável’, que poderia gerar crédito por meio de Fidcs, é de mais de R$ 4 trilhões.

‘Todo crédito é fidicável’, brincou Binelli na entrevista, mas citando exemplos concretos de Fidcs sendo montados para atender demanda de tomadores que incluem times de futebol, consórcios e mesmo para financiamento de painéis solares.

Além de fundos multisacados, Macêdo afirmou que a Solis tem focado também em consignado público e privado e ‘em algumas operações de cunho imobiliário’, que incluem loteamentos.

O Fidc mais antigo da Solis está perto de completar 14 anos e a gestora tem cerca de 30 mil cotistas em seus fundos.

Com o negócio, Teixeira comentou que o Patria vai ‘incorporar sua plataforma que é forte em captação local e internacional de recursos com outra plataforma que tem capacidade de originação de crédito em qualidade e em escala e que pode ser potencializada pelo nosso ecossistema’. Atualmente o Patria tem mais de US$ 50 bilhões sob gestão.

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Macêdo afirmou que um dos objetivos após o negócio é avaliar todo esse ecossistema do Patria ‘para extrair valor para todo mundo… Já temos hoje um conjunto de projetos robusto’, afirmou.



FonteCâmara dos Deputados

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