Itaipu aciona Ministério Público do Paraguai para recuperar US$ 182 milhões depositados no Ueno Bank

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Senadores paraguaios não aceitaram renúncia de Santiago Peña, e Câmara aprovou abertura de processo de afastamento do presidente do país. Crédito: Gabriella Lodi/Estadão

A administração paraguaia da Itaipu Binacional iniciou medidas legais para recuperar recursos depositados no Ueno Bank, conforme comunicado divulgado em 7 de novembro de 2026. A hidrelétrica busca reaver cerca de US$ 182 milhões, sem prazo definido para a devolução. A situação não afeta as operações da usina, que continua funcionando normalmente. A administração brasileira esclareceu que não possui recursos no Ueno Bank, enquanto a paraguaia mantém depósitos em instituições com alta classificação de risco.

A administração paraguaia da Itaipu Binacional informou neste sábado, 7, que iniciou medidas legais perante o Ministério Público do Paraguai para recuperar recursos depositados no Ueno Bank. Em comunicado publicado em seu perfil oficial na rede X, a hidrelétrica afirmou que também acompanha os procedimentos do Banco Central do Paraguai (BCP) e pretende esgotar as possibilidades legais e administrativas para reaver o dinheiro. A empresa não informou quanto espera recuperar nem estabeleceu prazo para a devolução.

Segundo o comunicado, Itaipu mantinha cerca de US$ 182 milhões no Ueno Bank em 3 de novembro. Desse total, US$ 163,8 milhões estavam denominados em dólares e 115,2 bilhões em guaranis, equivalentes a aproximadamente US$ 18 milhões, em moeda paraguaia. A empresa começou a operar com a instituição financeira em janeiro de 2025.

Os depósitos representavam 7,6% dos mais de US$ 2,4 bilhões recebidos pelo Paraguai em repasses do Brasil entre 2024 e 2026. Segundo Itaipu, os valores incluem recursos recebidos da Administração Nacional de Eletricidade (Ande), estatal paraguaia, e transferências entre contas da própria hidrelétrica para atender a obrigações contratuais e compromissos previstos em convênios.

Itaipu afirma que situação envolvendo o Ueno Bank ‘não afeta o desenvolvimento normal das atividades’ da empresa Foto: Divulgação/Itaipu Binacional

A situação envolve a gestão financeira da margem paraguaia da Itaipu, empresa pertencente conjuntamente ao Brasil e ao Paraguai. Em nota enviada à imprensa na sexta-feira, 6, a administração brasileira esclareceu que “não há recursos financeiros sob gestão da margem brasileira depositados ou aplicados no Ueno Bank”. Segundo a nota, a administração das aplicações respeita as competências de cada lado da binacional.

No comunicado deste sábado, a administração paraguaia afirmou que mantém recursos exclusivamente em instituições financeiras legalmente habilitadas, com classificação de risco AAApy ou Aapy, ou equivalente, previamente aprovadas por sua Diretoria Executiva. Também informou que a gestão financeira de suas disponibilidades gerou rendimentos superiores a US$ 450 milhões entre 2024 e 2026. O valor se refere ao conjunto dos recursos administrados no período, e não exclusivamente aos depósitos no Ueno Bank.

A hidrelétrica afirmou que a situação “não afeta o desenvolvimento normal das atividades” da empresa. Na nota de sexta-feira, a administração brasileira também informou que a operação da usina continua normalmente, sem impacto na produção e no fornecimento de energia elétrica.



Fonte
ONU

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