O projeto de resolução contra o embargo dos EUA a Cuba na Assembleia Geral das Nações Unidas, intitulado “Necessidade de pôr fim ao embargo econômico, comercial e financeiro imposto pelos Estados Unidos da América contra Cuba” — debatido entre estas terça e quarta-feira — recebeu 130 votos a favor, 17 contra e 25 abstenções.
O governo cubano descreveu a aprovação como uma vitória, apesar da pressão exercida por Washington sobre outras delegações para que mudassem seus votos.
Esta é a 34ª vez que Cuba apresenta uma resolução à ONU exigindo o fim do embargo dos EUA, o qual, segundo dados oficiais, causou à ilha prejuízos estimados em quase US$ 179 bilhões a preços correntes. A votação sobre a iniciativa cubana em 2025 resultou em 165 votos a favor, sete contra e 12 abstenções.
O presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, afirmou no X/Twitter que o resultado é uma “vitória para o heroico povo cubano”, que não se rendeu diante do “sufocamento econômico, ameaças e abusos” por parte da administração de Donald Trump.
Díaz-Canel destacou o amplo apoio internacional contra a política de embargo, “mesmo diante da pressão e chantagem mais descaradas” por parte dos Estados Unidos, que visavam alterar o resultado da votação.
“A votação é um triunfo da verdade sobre aqueles que recorrem a mentiras e chantagem para submeter uma nação inteira a uma punição coletiva”, escreveu o presidente cubano.
O ministro das Relações Exteriores, Bruno Rodríguez, que chefiou a delegação cubana na Assembleia Geral da ONU, também afirmou que esta é uma “nova vitória” contra o embargo dos EUA e mais uma prova de que “Cuba não é uma ameaça — o embargo é”.
Há mais de seis décadas, Washington mantém um rígido embargo econômico, comercial e financeiro contra Havana — uma política que foi ainda mais intensificada pela administração Trump.
Com informações da Agência Xinhua

Fonte Monitor Mercantil